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Estímulos da Fed à economia e bons resultados trimestrais animam Wall Street

As bolsas do outro lado do Atlântico encerraram em alta, no dia em que a Fed manteve os juros diretores e sinalizou que continuará a fornecer estímulos à economia.

O rápido contágio do coronavírus atirou os mercados acionistas mundiais para a pior semana desde 2008, com quedas acima de 11%.
Justin Lane/EPA
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 29 de Julho de 2020 às 21:13
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O Dow Jones fechou a somar 0,62% para 26.542,04 pontos e o Standard & Poor’s 500 avançou 1,25% para 3.258,60 pontos.

 

Por seu lado, o tecnológico Nasdaq Composite valorizou 1,35% para 10.542,94 pontos.

 

A Reserva Federal norte-americana manteve a taxa dos fundos federais entre 0% e 0,25% e reiterou que usará todas as suas ferramentas para apoiar a economia dos EUA numa altura em que a retoma é ainda débil devido à covid-19.

 

A economia dos EUA está a emergir daquele que se considera ter sido o pior trimestre de sempre no país. Apesar de o pior parecer já ter ficado para trás e de as condições terem melhorado desde que o país parou em abril, a retoma continua frágil e poderá vir a desapontar os economistas mais otimistas, referia ontem a CNN.

 

O Gabinete de Análise Económica dos Estados Unidos irá reportar amanhã, quinta-feira, os dados do segundo trimestre, naquela que será a sua primeira estimativa para o PIB.

 

Em destaque, do lado dos ganhos, voltou a estar a Kodak, que disparou 318,14% no fecho, para 33,20 dólares (chegou a negociar hoje nos 59,98 dólares), ainda a capitalizar o anúncio de que obteve um financiamento federal para ajudar a produzir ingredientes usados em medicamentos genéricos – no âmbito de um esforço para reduzir a dependência face às fabricantes estrangeiras de medicamentos.

 

Também a Advanced Micro Devices sobressaiu pela positiva, a escalar 12,54% para 76,09 dólares depois de reportar estimativas robustas para o trimestre em curso e anunciar lucros entre abril e junho que ficaram acima do esperado em Wall Street. Além do mais, elevou as suas previsões para as receitas do conjunto do ano – o que é notável, pois muitas empresas estão a fazer precisamente o contrário devido à incerteza económica criada pela pandemia.

 

O mesmo sucedeu com a Starbucks, que subiu 3,72% para 77,42 dólares após o reporte de receitas que agradaram ao mercado. A empresa registou perdas no segundo trimestre, mas foram inferiores ao que se esperava. Além disso, as suas projeções para o atual trimestre apontam para lucros.

 

Do lado negativo destacaram-se cotadas como a Boeing, General Motors e General Electric.

 

A Boeing adiou o lançamento do seu mais recete avião e abrandou a produção na sua linha comercial devido ao elevado dispêndio de dinheiro. Além disso, a fabricante aeronáutica apresentou perdas trimestrais de 2,4 mil milhões de dólares.

 

Já a General Motors reportou o seu primeiro prejuízo trimestral desde que saiu do processo de insolvência, se bem que os danos no seu balanço tenham sido menores do que se previa.

 

A General Electric, por seu lado, estimou uma desaceleração dos ganhos na sua atividade, este ano e no próximo, depois de a pandemia ter penalizado os seus resultados do segundo trimestre.

 

A travar maiores ganhos em Wall Street continua a estar o receio em torno do aumento de casos de covid-19, que nos EUA já levaram a mais de 150 mil mortes.

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