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Euronext Lisbon acompanha tendência de ganhos da Europa

A praça portuguesa seguia a valorizar, acompanhando a tendência das principais praças europeias. O discurso de Alan Greenspan e o plano de remuneração dos accionistas da Microsoft estão a animar as bolsas. O PSI-20 sobe 0,62% com o BCP e a PT a impulsiona

Ruben Bicho rbicho@mediafin.pt 21 de Julho de 2004 às 12:33
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A praça portuguesa seguia a valorizar, acompanhando a tendência das principais praças europeias. O discurso de Alan Greenspan e o plano de remuneração dos accionistas da Microsoft estão a animar as bolsas. O PSI-20 sobe 0,62% com o BCP e a PT a impulsionar.

O presidente da Reserva Federal dos EUA, Alan Greenspan, anunciou ontem que espera um aumento do consumo privado no país e um crescimento da economia norte-americana mesmo com um aumento «moderado» das taxas de juro.

O mercado reagiu de forma positiva a estas declarações, e hoje os investidores reforçaram a confiança depois da Ericsson e a Roche terem anunciado lucros acima do esperado. A ajudar os índices está também a intenção da Microsoft de recomprar acções próprias no valor de 30 mil milhões de dólares, pagar um dividendo especial de 3 dólares, e duplicar o dividendo regular, numa remuneração total de 75 mil milhões de dólares (60,85 mil milhões de euros).

«O mercado tem estado positivo, embora com liquidez reduzida. Na Europa as bolsas estão a subir à custa do discurso de Alan Greenspan e da notícia da recompra de acções da Microsoft, que é muito importante. Além disse, registaram-se muitos dias seguidos de queda, por isso é natural haver uma subida», afirmou ao Jornal de Negócios Online (www.negocios.pt) um operador.

O Banco Comercial Português (BCP) [BCP] seguia a valorizar 0,56% para 1,80 euros, recuperando da queda de 3% registada na segunda-feira, devido à venda de 110 milhões de acções detidas pela Caixa Geral de Depósitos. O Sabadell, banco que é accionista e participado pelo BCP, apresentou hoje resultados, anunciando um crescimento de 28,2% dos lucros do primeiro trimestre.

O Banco BPI, que divulgará as contas após o fecho do mercado, ganhava 1,00% para 3,04 euros, com 173.862 acções transaccionadas. «O BPI tem recebido boas classificações, e é visto no estrangeiro como o banco mais atractivo em Portugal. Mas a liquidez hoje é muito reduzida», afirmou a mesma fonte.

O BPI é agora o maior accionista nacional do BCP, após a redução feita pela Caixa Geral de Depósitos. Os analistas contactados pelo Jornal de Negócios estimam que os lucros do banco cresçam 12% no semestre.

Ainda na banca, o Banco Espírito Santo (BES) [BESNN] valorizava 1,05% para 13,40 euros, com 24 mil acções negociadas. O BES apresenta resultados na terça-feira, 27 de Julho.

A Electricidade de Portugal (EDP) [EDP] mantinha-se inalterada nos 2,37 euros, sendo o título mais negociado, com mais de cinco milhões de acções a trocarem de mãos. A Iberdrola, accionista da eléctrica portuguesa, anunciou que os lucros aumentaram 13% no primeiro semestre.

A Portugal Telecom (PT) [PT] seguia a ganhar 0,81% para 8,67 euros. A PT Multimédia [PTM], por sua vez, avançava 1,41% para 18,00 euros. «Apesar da pouca liquidez, significa que o título está com alguma força», disse a mesma fonte.

A Media Capital [MCP] recuava 2,35% para 4,15 euros. As televisões captaram um volume de investimento publicitário de 837,6 milhões de euros (preços de tabela), durante o primeiro semestre deste ano, mais 13,9% que no período homólogo, segundo a Marktest. A TVI liderou, com uma quota de mercado de 43,1%.

A SIC recolheu 36,7% do investimento publicitário. A Impresa [IPR] perdia 0,25% para 3,93 euros. A Cofina [COFI] subia 0,33% para 3,03 euros.

A Sonae SGPS [SON] ganhava 2,41% para 0,85 euros. Semapa [SEMA] e Portucel [PTCL] mantinham-se inalteradas nos 3,80 e 1,54 euros, respectivamente.

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