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Euronext Lisbon contraria perdas da Europa com subidas do BCP e EDP (act)

A Euronext Lisbon fechou a subir, contrariando a tendência de perdas das principais praças europeias e beneficiando dos ganhos do sector bancário e da Electricidade de Portugal, bem como da estabilidade política. Com a Cimpor a impulsionar a liquidez, o P

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 12 de Julho de 2004 às 17:26
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A Euronext Lisbon fechou a subir, contrariando a tendência de perdas das principais praças europeias e beneficiando dos ganhos do sector bancário e da Electricidade de Portugal, bem como da estabilidade política. Com a Cimpor a impulsionar a liquidez, o PSI-20 avançou 0,81% e as empresas de media foram as que mais valorizaram.

O índice terminou a sessão a valer 7.300,43 pontos, com 12 títulos a subir, dois a descer seis inalterados. Os 20 títulos do índice negociaram um total de 107 milhões de euros, em linha com o registo das últimas sessões.

A liquidez foi sustentada pela EDP e pela Cimpor, com a cimenteira a ser alvo de mais passagens de blocos de acções. Já depois do fecho regular da sessão foram intermediados dois lotes de 5,5 milhões de acções da Cimpor e um outro de 1,7 milhões de títulos. No total estas acções representam 1,9% do capital da empresa, que fechou a subir 0,25% para os 4,05 euros.

À excepção de Madrid, as restantes bolsas europeias fecharam em queda, pressionadas pelas empresas de «chips» e recomendações menos favoráveis para o segmento accionista.

Na Bolsa nacional foram os sectores de media e da banca que mais de destacaram nos ganhos, na primeira sessão depois da decisão de Jorge Sampaio em manter a coligação liderada pelo PSD no Governo. «Apesar do Governo mudar, o novo não vai, certamente, criar entraves à aquisição de parte da Seguros e Pensões pela CGD e também deverá avançar para uma nova fase de privatização da EDP e o mercado está a premiar isso mesmo», disse à Reuters um operador.

O BCP e a EDP foram mesmo os títulos que mais impulsionaram o PSI-20, com o banco a ganhar 1,08% para os 1,87 euros e a eléctrica a somar 1,74% até aos 2,34 euros. O BCP, que registou a terceira sessão consecutiva de ganhos, beneficiou ainda do facto do BPI ter revisto a sua recomendação em alta, de «manter» para «acumular», aumentando o preço-alvo para 2 euros.

No resto do sector bancário o Banco Espírito Santo [BESNN] – o BPI também subiu o preço alvo do banco de Ricardo Salgado para 12,95 euros – somou 0,9% para os 13,50 euros e o BPI avançou 0,67% até aos 2,99 euros.

A EDP [edp], que fez hoje o pré-lançamento da sua nova imagem corporativa, beneficiou também do facto de ter anunciado que a Comissão Europeia já foi notificada formalmente do negócio de aquisição da Gás de Portugal.

Também a contribuir para a subida do PSI-20 a Portugal Telecom [PTC] somou 0,35% para os 8,65 euros, a PT Multimédia [PTM] avançou 1,69% até aos 17,49 euros e a Sonaecom [SNC] cresceu 1,92% para os 3,19 euros.

Foram as empresas de media, um sector que também beneficia com a continuação do mesmo programa de Governo, que apresentaram as maiores subidas. A Media Capital [MCP] cresceu 3,19% para os 4,20 euros, a Impresa [IPR] subiu 2,33% até aos 3,95 euros e a Cofina [cofi] progrediu 2,03% para os 3,02 euros.

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