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Euronext Lisbon em queda pressionada pelo sector da banca; PSI20 cede 0,75%

O desempenho da Bolsa nacional estava a condicionado pela evolução das acções do BPI e do BCP, levando o PSI20 a ceder 0,75%. A Vodafone Telecel travava perdas mais acentuadas no índice após a apresentação das contas da Telefónica Móviles.

Negócios negocios@negocios.pt 13 de Maio de 2002 às 09:44
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O desempenho da Bolsa nacional estava a condicionado pela evolução das acções do BPI e do Banco Comercial Português (BCP), levando o PSI20 a ceder 0,75%. A Vodafone Telecel travava perdas mais acentuadas no índice após a apresentação das contas da Telefónica Móviles.

O PSI20 [PSI20] negociava nos 7.222,21 pontos com nove acções em queda, duas inalteradas, e as restantes três em subida.

No sector financeiro, as acções do BCP [BCP] cediam 0,79% para os 3,75 euros, enquanto BPI [BPIN], o mais penalizado do sector, caía 2,92% para os 2,33 euros, na véspera do final da negociação dos direitos referentes ao último aumento de capital. O Banco Espírito Santo (BES) [BESNN] conservava um ganho de 0,09% com cada acção a valer 11,56 euros.

O Banco de Portugal quer criar um quadro legal para obrigar a banca a provisionar menos-valias geradas por participações estratégicas, um valor que ascendia a 814 milhões de euros no final de 2001 no principais bancos, noticiou hoje o «Diário Económico».

A Portugal Telecom [PTC] cedia 0,4% para os 7,38 euros, enquanto a operadora móvel Vodafone Telecel [TLE] avançava 0,58% para os 6,95 euros, animada pelas contas trimestrais apresentadas pela congénere espanhola Telefónica Móviles.

A Electricidade de Portugal (EDP) [EDP] via os seus títulos deslizarem 0,43% para os 2,29 euros, tal como a Brisa cujas acções escorregavam 0,55% a marcarem 5,42 euros.

A Cimpor [CIMP] e a Impresa [IPR], que na semana transacta lideraram os ganhos no PSI20 com subidas superiores a 10%, ambas em máximos anuais, corrigiam hoje parte dessa valorização. A cimenteira resvalava 0,87% para os 22,80 euros, enquanto a empresa de media corrigia 2,12% para os 2,77 euros.

Madrid e Frankfurt invertem tendência de queda

No restantes praças da Europa, a tendência era mista e o DJ Stoxx 50 prosseguia com uma desvalorização de 0,57% a marcar 3.348,60 pontos. O índice que agrega as 50 maiores empresas europeias em termos de valor de mercado acumula uma queda de 8,1% desde o início do ano, elevando para 20% a descida acumulada ao longo dos últimos 12 meses.

Na praça Londrina, o FTSE [UKX] deslizava 0,25% nos 5.157,50 pontos e entre as acções mais penalizadas, as operadoras móveis MMO2 e Vodafone acumulavam desvalorizações de 3,3% e 1,5%, respectivamente. As acções da Logica que na passada sexta-feira afundaram mais de 17%, lideravam os ganhos no índice com uma subida de 4,1% para as 2,53 libras (4,04 euros).

Em Frankfurt, o DAX [DAX] avançava 0,04% para os 4.873,58 pontos, ajudado pela valorização de 3,3% do fabricante de «chips» Infineon. O fabricante de «software» SAP caía 2,3% a marcar 132,92 euros enquanto a Degussa caía 2% para os 34,14 euros, depois da empresa química ter desvendado as contas relativas ao primeiro trimestre.

Em Paris, o CAC40 [CAC] regredia 0,35% para os 4.314,72 pontos, e as acções da Vivendi Universal que iniciaram sessão a perder mais de 6%, valorizavam 0,1% para os 30,4 euros, no dia em que iniciam a negociação «ex-dividendos». A consultora tecnológica Cap Gemini e a ST Microelectronics eram os títulos mais penalizados com quedas que ascendiam aos 2%.

Em Madrid, o IBEX35 [IBEX] avançava 0,26% para os 7.917,30 pontos, impulsionado pela valorização de quase 2% das acções da Telefónica Móviles cujas acções cotavam nos 7,04 euros. A operadora de telecomunicações móveis anunciou um crescimento de 85% nos lucros no primeiro trimestre de 2001, com as vendas no mercado doméstico a compensarem as perdas derivantes da exposição da operadora ao mercado latino-americano.

Na praça de Amsterdão, o AEX recuava 0,41% para os 487,87 pontos pressionado pela depreciação de 3,42% das acções da ASML Holding que cotavam nos 21,49 euros, e pela desvalorização de 1,94% para os 32,40 euros das acções da Philips Electronics.

Por Pedro Carvalho

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