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Euronext Lisbon inverte tendência de queda com subida de 2% do BCP e PT

A Bolsa nacional recuperava das perdas da abertura apoiada na evolução das acções do Banco Comercial Português e da Portugal Telecom que avançavam mais de 2% ajudando o PSI20 a subir 0,93%, em linha com o comportamento dos principais índices europeus.

Negócios negocios@negocios.pt 03 de Maio de 2002 às 09:51
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A Bolsa nacional recuperava das perdas da abertura apoiada na evolução das acções do Banco Comercial Português (BCP) e da Portugal Telecom (PT) que avançavam mais de 2% ajudando o PSI20 a subir 0,93%, em linha com o comportamento dos principais índices europeus.

O PSI20 [PSI20] negociava nos 7.352,12 pontos com 11 acções em queda, duas inalteradas, e as restantes sete em subida.

No sector da banca, e a replicar o comportamento do sector na Europa, as acções do BCP [BCP] que ontem acumularam uma queda de 4,68%, recuperavam 2,18% para os 3,75 euros.

O Banco Espírito Santo (BES) [BESNN], um dos papéis do sector menos penalizados na véspera, caía 0,43% para os 11,70 euros, enquanto o BPI [BPIN] avançava 0,41% para os 2,45 euros.

No sector das telecomunicações e em contra-ciclo com as homólogas, as acções da PT [PTC] recuperavam 2,23% para os 7,81 euros, a refazerem parte da queda de 5,68% sofrida ontem. A Vodafone Telecel [TLE] cotava nos 7,6 euros, a desvalorizar 0,78%, condicionada pelo comportamento da sua maior accionistas, o Grupo Vodafone que liderava as perdas na Bolsa de Londres.

A Electricidade de Portugal (EDP) [EDP] avançava 0,89% para os 2,27 euros, ao contrário da Brisa [BRISA] que denotava novamente um deslize de 0,93% a cotar nos 5,35 euros.

A SonaeCom [SNC] que no decorrer das últimas duas sessões perdeu mais de 18%, voltava a cair 4,42% para os 2,38 euros, tal como a Sonae SGPS [SON] que resvalava 1,2% para os 0,82 euros.

A Jerónimo Martins [JMAR] que ontem perdeu mais de 10% do seu valor de mercado, escorregava 4,82% com cada acção a ser negociada nos 7,90 euros.

Sector da banca anula queda das telecoms

No resto da Europa, os principais índices recuperavam da tendência de queda que marcou a sessão de véspera, bem como a abertura, mas a queda das empresas ligadas à industria de telecomunicações continuava a pressionar o DJ Stoxx 50 que caía 0,17% para os 3.491,06 pontos. O índice sectorial que agrega as maiores operadoras de telecomunicações escorregava 3,55%.

Em Frankfurt, o DAX [DAX] recuperava 0,12% para os 4.970,75 pontos, com as acções do Deutsche Bank a liderarem os ganhos com uma subida de 3,2% para os 76,85 euros, seguidas pelos papéis do fabricantes de automóveis Volkswagen que valorizavam 2,6% para os 55,20 euros, após ter anunciado lucros trimestrais que superaram as estimativas dos analistas.

Do lado das perdas apareciam as acções da operadora Deutsche Telekom que perdiam 2,6% para os 13,57 euros, dando continuidade à desvalorização de ontem de 6,9%. Esta é a segunda vez após o 11 de Setembro que as acções da operadora germânica negoceiam abaixo dos 14,47 euros, preço de colocação em Bolsa.

Em Espanha, o IBEX [IBEX] avançava 0,14% para os 8.059,50 pontos, ajudado pelas acções do Banco Bilbao Viscaya Argentaria (BBVA) que acumulavam um ganho de 1,1% para os 13,31 euros, ainda a beneficiar da revisão em alta feita pelos analistas da Merrill Lynch. A Telefónica, ao invés, cedia 1,2% para os 11,10 euros.

Em Paris, o CAC40 [CAC] progredia 0,38% para os 4.438,32 pontos, com os bancos Société Générale e BNP Paribas a liderarem os ganhos com valorizações de 2,3% e 2,1%, respectivamente. A France Telecom desvalorizava de 2,2% para os 23,97 euros, depois de na véspera ter afundado mais de 9%.

Em Londres, o FTSE [UKX] ganhava 0,45% para os 5.197,40 pontos, apoiado na subida de 2,7% das acções da petrolífera Royal Dutch / Shell Group, depois do crude ter evidenciado a primeira valorização em quatro dias de negociação. A Vodafone afundava 6,7% para mínimos de Fevereiro de 1998.

O AEX de Amsterdão crescia 0,09% para os 503,56 pontos e a petrolífera Royal Dutch ganhava 1,94% para os 60,30 euros.

Por Pedro Carvalho

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