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Europa encerra mista com sinais macroeconómicos contraditórios

As praças europeias encerraram hoje em terreno misto, com Frankfurt e Amesterdão a contrariarem as perdas de Paris, Londres e Madrid, num dia em que os investidores foram influenciados pela divulgação de dados macroeconómicos.

Isabel Aveiro ia@negocios.pt 25 de Junho de 2004 às 17:40
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As praças europeias encerraram hoje em terreno misto, com Frankfurt e Amesterdão a contrariarem as perdas de Paris, Londres e Madrid, num dia em que os investidores foram influenciados pela divulgação de dados macroeconómicos.

As praças europeias caíram após o instituto alemão Ifo ter afirmado que a confiança dos empresários daquele país atingiu o nível mais baixo dos últimos nove meses; e agravaram as perdas depois do Departamento do Comércios dos EUA ter afirmado que a leitura final do crescimento do PIB do primeiro trimestre é de 3,9% e não 4,4%, como inicialmente previsto. As praças europeias recuperaram algum terreno, contudo, quando perto das 15h a Universidade de Michigan anunciou que a confiança dos consumidores norte-americanos cresceu mais do que o previsto em Junho último.

O índice alemão DAX [DAX] avançou 16%, para 4.013,35 pontos, impulsionado pela valorização de 1,06% da operadora de telecomunicações da Deutsche Telekom, para 14,34 euros.

Amesterdão também encerrou com ganhos, com o AEX a avançar 0,8%, para 343.43 pontos, com a seguradora Aegon e o banco ABN Amro a «puxarem» pelo índice, ao apreciar 1,13% e 0,34 %, para 9,85 euros e 17,91 euros, respectivamente.

Em Paris, as empresas associadas à exportação foram as mais penalizadas pela divulgação dos dados sobre o PIB norte-americano. A European Aeronautic Defense & Space (EADS) recuou 1,7%, para 22,56 euros, enquanto a Saint-Gobaisn, maior vidreira do mundo, caiu 0,9%, para 40,9 euros. Já a Air Liquide perdeu 0,7%, para 137,2 euros, depois da UBS ter revisto em baixa a sua recomendação, de ‘compra’ para ‘neutral’. No final da sessão o CAC [CAC] ficou nos 3.742,38 pontos, a recuar 0,36%.

O FTSE [UKX] desvalorizou 0,20%, para 4.494,10 pontos, sobretudo penalizada pela queda de empresas do sector farmacêutico. A AstraZeneca, segunda maior farmacêutica do Reino Unido caiu 2,3%, para 2,501 pence, o valor mais baixo dos últimos nove meses. Já a GlaxoSmithKline, maior farmacêutica da Europa, recuou 1,9%, para 1,148 pence, depois de um analista do Citigroup ter revisto em baixa a sua recomendação de ‘comprar’ para ‘manter’.

Em Madrid, o principal índice espanhol diminuiu 0,52%, a maior queda hoje registada na Europa, influenciado pela desvalorização dos títulos da banca. O Santander – sobre os quais param rumores de que irá adquirir o rival inglês Abbey National – terminou a sessão a cair 2,1%, para 8,69 euros, enquanto do BBVA registou uma perda de 0,90%, para 11,06 euros.

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