Trading Fabricante de notas e passaportes De La Rue teme colapso. Ações afundam mais de 20%

Fabricante de notas e passaportes De La Rue teme colapso. Ações afundam mais de 20%

A empresa britânica apresentou prejuízos de mais de 9 milhões de libras e lançou o terceiro "profit warning" de 2019.
Rita Faria 26 de novembro de 2019 às 12:36

A empresa britânica De La Rue, que fabrica notas, passaportes e selos fiscais, está a afundar na bolsa de Londres, depois de ter anunciado a suspensão do pagamento de dividendos e deixado um alerta ao mercado sobre a possível incapacidade de prosseguir com a sua atividade.

As ações da fabricante sediada em Basingstoke, no Reino Unido, estão a desvalorizar 21,35% para 137,80 pence, depois de já terem perdido um máximo de 23,63% para 133,80 pence, valor que praticamente iguala o mínimo histórico atingido no final de outubro.



Esta descida, que eleva para quase 68% a desvalorização acumulada desde o início do ano, acontece depois de a De La Rue ter anunciado que fechou o semestre terminado em setembro com prejuízos de 9,2 milhões de libras, o que compara com lucros de mais de 10 milhões no mesmo período do ano passado.

A empresa anunciou também que vai suspender o pagamento de dividendos (pagou um dividendo de 25 pence por ação no último ano fiscal, que terminou em março) para tentar gerir a sua dívida, que disparou 58% para 170,7 milhões de libras.

Neste contexto, o CEO da De La Rue, Clive Vacher, avisou que há "dúvidas significativas" sobre a capacidade da empresa de prosseguir com a sua atividade, e que a administração vai levar a cabo uma revisão de todo o funcionamento da empresa.

Até ao final do primeiro trimestre de 2020, concluiremos uma revisão completa da empresa e elaboraremos um plano abrangente de recuperação. Também já identificámos e começámos a implementar as medidas urgentes que são necessárias para estabilizar a atividade", afirmou o CEO, citado pelo The Guardian.

Clive Vacher sublinhou ainda que a empresa passou por um período de mudanças sem precedentes, com a saída dos antigos chairman, CEO e a maioria dos membros do conselho de administração, que se despediram, o que levou a "inconsistências na qualidade e rapidez de execução", cuja recuperação "levará algum tempo".

As dificuldades atravessadas pela fabricante de notas são o culminar de dois anos de grandes dificuldades, que incluíram a perda do contrato de 490 milhões de libras para a impressão dos novos passaportes britânicos – que foi ganho pela francesa Gemalto – e um prejuízo de 18 milhões de libras devido à falta de pagamentos do banco central da Venezuela.

Além disso, em julho, o Serious Fraud Office abriu um processo de investigação ao grupo devido a suspeitas de corrupção no Sudão do Sul.




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