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Falta de confiança dos empresários na Alemanha influência investidores; DAX cede 4,19%

As praças europeias encerram com quedas entre 3% e 4%, com os investidores a afastarem-se do mercado depois do Ifo ter anunciado que a confiança dos empresários alemães caiu em Agosto. O DAX descia mais de 4%, pressionado pelo sector financeiro.

Pedro Carvalho pc@mediafin.pt 28 de Agosto de 2002 às 17:12
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As praças europeias encerram com quedas entre 3% e 4%, com os investidores a afastarem-se do mercado depois do Ifo ter anunciado que a confiança dos empresários alemães caiu em Agosto. Em Frankfurt, o DAX decrescia mais de 4%, pressionado pelo sector financeiro.

O DJ Stoxx 50 afundava 4,33% para os 2.728,86 pontos, numa sessão marcada pela divulgação do relatório do instituto Ifo, segundo o qual, a confiança dos empresários da Alemanha, a maior economia europeia, caiu em Agosto para o valor mais baixo de seis meses, logrando igualmente as expectativas dos analistas.

O DAX [DAX] alemão descia 4,19% para os 3.689,91 pontos, pressionado pelas quedas da seguradora Allianz, do banco Deutsche Bank e resseguradora Munich Re, que deslizavam 6,6%, 6,3% e 3,2%, respectivamente.

O AEX de Amsterdão foi o mais penalizado em termos percentuais, deslizando 4,45% para os 377,36 pontos, penalizado pelo sector financeiro. O ING Groep caiu 6,62%, a Aegon desceu 6,75%, e o banco belga-holandês Fortis decresceu 5,5%. Os lucros do Fortis caíram 15% no segundo trimestre, condicionados pelas perdas evidenciadas pela unidade seguradora do grupo.

A Royal Dutch Petroleum escorregou mais de 4% para os 46,11 euros, perante o espectro de um corte na produção por parte da Organização dos Países exportadores de Petróleo (OPEP) já no próximo mês.

Em Paris, o CAC 40 [CAC] decresceu 4,22% para os 3.419,74 pontos, e os grupos financeiros Dexia e Axa deslizaram 6,5% e 6,9%, cada. A revisão em baixa das receita da canadiana Nortel, pressionou as acções do sector, como foi o caso da Alcatel que afundou 8,8% para os 5,38 euros.

Em Madrid, a petrolífera Repsol caiu 2,1%, a Telefónica resvalou 3,7%, o Santander Central Hispano (SCH) decresceu 5,6% e o Banco Bilbao Vizcaya Argentaria (BBVA) deslizou 5,2%. O IBEX 35 [IBEX] reflectiu essas performances, em queda de 3,44% para 6.472,70 pontos.

Em Londres, o FTSE 100 [UKX] desceu 3,95% para os 4.472,70 pontos. A British Petroleum (BP) caiu 5,7% e a Shell Transport 4,4%. As seguradoras Aviva e Prudential decresceram ambas cerca de 6%.

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