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Conselho Superior da família Espírito Santo reúne esta quarta-feira para discutir o plano de reestruturação

O Conselho Superior da família Espírito Santo, que inclui membros do ESFG, do ESI e da Rio Forte, reúne, esta quarta-feira, para discutir o plano de reestruturação do grupo. Em cima da mesa, pode estar o recuo na criação do Conselho Estratégico e a saída de todos os órgãos sociais do grupo, avança o Diário Económico.

Miguel Baltazar/Negócios
Negócios negocios@negocios.pt 02 de Julho de 2014 às 10:08
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A incerteza em torno da gestão do Banco Espírito Santo mantém-se e as notícias sucedem-se. Esta quarta-feira, a edição do Diário Económico destaca que a família Espírito Santo está disposta a sair do Conselho Estratégico do banco.

 

Os cinco ramos da família, que controlam 25% do banco, estão dispostos a alterar a lista de elementos propostos para o Conselho Estratégico, o que pode acabar na saída de Ricardo Salgado e dos restantes elementos da família, segundo a mesma fonte.

 

Ou seja, o apelido pode deixar de figurar em qualquer órgão social do BES. No limite, a intenção da criação deste Conselho Estratégico, que seria presidido por Ricardo Salgado, pode não avançar.

 

Com esta tentativa, o objectivo é reforçar a credibilidade do banco e afastar as incertezas quanto à futura gestão, que têm castigado as acções. Em cima da mesa está também a possibilidade da família Espírito Santo deixar cair o nome de Amílcar Morais Pires para candidato a sucessor de Salgado.

 

Já esta terça-feira ao final do dia o Expresso avançava uma nova via para a sucessão de Salgado, que estaria a ser negociada pelos accionistas. Segundo esta fonte, a família Espírito Santo estará a negociar com outros accionistas, incluindo o Crédit Agricole, uma alternativa para a sucessão de modo a ser alcançado um consenso.

 

Não se trata de uma nova lista diferente da apresentada pela Espírito Santo Financial Group, mas sim da mesma já não liderada por Morais Pires. É o nome de Joaquim Goes, administrador executivo do banco, que volta a estar em cima da mesa, com base na expectativa de que um acordo alargado, possa facilitar a aprovação do Banco de Portugal e ultrapassar a indefinição.

Além disso, o processo da sucessão será acelerado. O Código das Sociedades Comerciais prevê que, no caso de um presidente executivo anunciar a sua saída e houver um consenso alargado e representativo dos accionistas em relação ao sucessor, uma substituição temporária pode ser acelerada, mesmo antes de uma assembleia geral definitiva (marcada para 31 de Julho).

 

Recorde-se que Joaquim Goes reúne consenso quer de Salgado quer de José Maria Ricciardi, ao contrário de Morais Pires. Aliás, Joaquim Goes estava nas duas listas apresentadas pelos primos, na que Salgado conseguiu fazer avançar e na que Ricciardi quis propor.

 

Também o jornal i destaca que Joaquim Goes será um nome capaz de unir Ricciardi e Ricardo Salgado na aprovação da nova gestão do banco.

 

Recorde-se que, esta terça-feira, foi anunciado que José Maria Ricciardi vendeu a quase totalidade da sua participação no capital do BES, no mesmo dia em que deixou de ser gestor da instituição financeira. A alienação ocorreu apesar de Ricciardi, dias antes, ter participado no aumento de capital. Após estas transacções, o presidente do BESI passou a deter 100 acções do BES.

 

Foi ainda revelado que Ricardo Salgado apresentou a sua demissão do cargo de presidente do conselho de administração do Banco Espírito Santo de Investimento.

 

Família pondera entrada do Estado venezuelano para ajudar o grupo

 

O Público avança que o fundo soberano da Venezuela estará em posição de assumir uma participação relevante no Grupo Espírito Santo (GES) por reconversão de dívida em capital e de novos instrumentos. Como o Negócios avançou, esta terça-feira, a Petróleos da Venezuela e a Portugal Telecom serão os maiores credores das empresas da área não financeira do Grupo Espírito Santo.

 

A operadora de telecomunicações investiu 900 milhões em papel comercial da Rioforte, "holding" que concentra os negócios não financeiros do GES. Já a petrolífera controlada pelo governo de Nicolas Maduro aplicou várias centenas de milhões em títulos de dívida das empresas do universo Espírito Santo. O valor exacto não está confirmado mas fontes contactadas pelo Negócios adiantam que estará aquém do investimento da PT.

 

Esta associação da empresa estatal venezuelana, segundo o Público, abre as portas à sua entrada na Rioforte ou na Espírito Santo International, ou por reconversão da dívida em capital ou por novos investimentos que possibilitariam à petrolífera assumir uma participação relevante.

 

As acções do BES seguem a valorizar 1,90% para os 68,8 cêntimos, depois de ter chegado a valorizar mais de 8%.

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