Bolsa Fecho dos mercados: Powell dá poder ao dólar e Riade anima petróleo

Fecho dos mercados: Powell dá poder ao dólar e Riade anima petróleo

As principais praças bolsistas europeias negociaram em queda corrigindo de máximos de um mês. Juros, euro e ouro voltaram a cair, enquanto o dólar ganhou terreno apoiado pelas declarações do presidente da Fed. Crude valoriza com garantia de Riade de que não quer inundar os mercados de crude.
Fecho dos mercados: Powell dá poder ao dólar e Riade anima petróleo
Bloomberg
David Santiago 19 de julho de 2018 às 17:26

Os mercados em números

PSI-20 desceu 0,10% para 5.617,80 pontos

Stoxx 600 perdeu 0,23% para 386,17 pontos

S&P 500 desvaloriza 0,22% para os 2.809,38 pontos 

Juros da dívida portuguesa a dez anos caem 1,3 pontos base para 1,749%

Euro recua 0,29% para 1,1605 dólares

Petróleo em Londres ganha 0,51% para 73,27 dólares por barril

Bolsas corrigem de máximos de um mês

As principais bolsas europeias negociaram em terreno negativo na sessão desta quinta-feira, 19 de Julho, com o índice de referência europeu Stoxx 600, o alemão DAX e o gaulês CAC40 a corrigirem dos máximos de um mês ontem registados.

 

Assim, o índice que agrega as 600 maiores cotadas europeias terminou o dia a perder 0,23% para 386,17 pontos, interrompendo um ciclo de dois dias seguidos a valorizar. Os sectores das matérias-primas, media e tecnologia foram os que mais pressionaram. Em Lisboa, o PSI-20 resvalou 0,10% para 5.617,80 pontos, na segunda sessão consecutiva em que a bolsa nacional negociou no vermelho, sobretudo pressionada pela EDP Renováveis (-1% para 8,885 euros) e pela Semapa (-2% para 22,05 euros).

 

Também a pressionar os mercados bolsistas está a perspectiva de que a China avance com políticas de promoção à concessão de crédito por forma a desvalorizar o yuan e, assim, tornar mais competitivas as suas exportações.

 

Juros negoceiam em queda. "Bunds" recuam pelo terceiro dia

Os juros associados às obrigações soberanas dos países que integram a Zona Euro transaccionaram tendencialmente em queda.

 

A taxa de juro correspondente aos títulos soberanos lusos com prazo a 10 anos caiu 1,3 pontos base para 1,749%, enquanto as "yields" das "bunds" germânicas recuaram 0,9 pontos base para 0,333%, no terceiro dia seguido de quedas.

 

Euribor inalterada em todos os prazos

As taxas Euribor a três, seis, nove e 12 meses permaneceram inalteradas nos valores registados quarta-feira.

 

A três meses continuou pelo quinto dia consecutivo em -0,321%; a seis meses, que é a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação, permaneceu pela quarta sessão em -0,269%; a nove meses ficou também pelo quarto dia em -0,216%; e, por fim, no prazo a 12 meses fixou-se novamente em -0,179%, valor registado há sete dias seguidos.


Dólar continua em máximos graças a Powell

A moeda única europeia desvalorizou nos mercados cambiais pelo terceiro dia seguido contra o dólar. O euro deprecia 0,29% para 1,1605 dólares, numa sessão em que transaccionou em mínimos de 29 de Junho relativamente à divisa norte-americana.  

 

Já o dólar ganhou valor face às principais divisas mundiais pela terceira sessão, tendo mesmo tocado em máximos de 14 de Julho de 2017. O dólar continua a beneficiar das declarações do presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos, Jerome Powell, que assegurou que o banco central quer manter a política monetária de aumento gradual dos juros.

 

Por outro lado, e também a impulsionar a divisa norte-americana, está a divulgação do Livro Bege no qual a Fed refere que a economia norte-americana deverá manter o ritmo de crescimento económico robusto.  

 

Nota ainda para a libra, que negociou no valor mais baixo desde Setembro de 2017 no dia em que a Comissão Europeia alertou os Estados-membros para se prepararem para todos os cenários no que concerne ao Brexit, inclusive para a possibilidade de não acordo sobre a relação futura entre Londres e Bruxelas.

 

Crude valoriza pela terceira sessão

O petróleo negoceia em alta pela terceira sessão consecutiva, apoiado pela garantia dada pela Arábia Saudita de que não pretende inundar o mercado com o anunciado aumento de produção petrolífera. Para dar força a esta garantia, Riade revelou mesmo que pretende reduzir as exportações no mês de Agosto em cerca de 100 mil barris por dia.


Em Londres, o Brent do Mar do Norte, utilizado como valor de referência para as importações nacionais, sobe 0,51% para 73,27 dólares por barril e, em Nova Iorque, o West Texas Intermediate (WTI) avança 1,18% para 69,57 dólares.

 

Ouro cai para mínimos de 11 de Julho

O metal precioso transacciona em mínimos de mais de uma semana (11 de Julho), estando sem registar uma sessão em alta desde 12 de Julho. Ao recuar 0,84% para 1.217,17 dólares por onça, o ouro negoceia próximo de mínimos de um ano, penalizado pela declaração em que Jerome Powell sustentou que a evolução do mercado laboral dos Estados Unidos e da taxa de inflação abrem a porta a novos aumentos dos juros.

 

Isto acontece no dia em que o Cazaquistão cortou as reservas de ouro pela primeira vez desde 2012.




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