Bolsa Fed condiciona fecho de Wall Street

Fed condiciona fecho de Wall Street

As bolsas dos EUA fecharam sem uma tendência definida, com os investidores expectantes em relação à reunião da Reserva Federal (Fed) dos EUA. Os investidores aguardam pelo fim do encontro para perceberem se a autoridade dá novas indicações sobre a evolução da política monetária.
Fed condiciona fecho de Wall Street
Bloomberg
Sara Antunes 30 de julho de 2013 às 21:37

O Dow Jones recuou 0,01% para 15.520,59 pontos, enquanto o S&P500 fechou a subir 0,04% para 1.686,02 pontos. Já o Nasdaq fechou definido, subindo 0,48% para 3.616,467 pontos.

 

Os responsáveis da Fed reúnem-se esta terça e quarta-feira e no final do encontro saber-se-á o que foi discutido e qual a perspectiva da autoridade sobre o futuro da política monetária. Na realidade, o que os investidores querem saber é se o programa de compra de activos vai ser reduzido e quando é que começa essa redução. Em Maio, quando Ben Bernanke admitiu que a Fed ia começar a reduzir os estímulos à economia, os investidores receberam a notícia de uma forma bastante negativa levando as bolsas a registar perdas acentuadas.

 

Nos últimos tempos, os investidores têm prestado mais atenção aos dados económicos, que têm apontado para uma recuperação da economia. Amanhã será também dia de ser divulgado o produto interno bruto (PIB) do segundo trimestre. Os economistas consultados pela Bloomberg prevêem uma travagem deste crescimento para 1% em termos homólogos, o que compara com a expansão de 1,8% registada no primeiro trimestre do ano.

 

A contribuir para a subida dos índices esteve um dado económico divulgado esta terça-feira. Os preços das casas registaram, em Maio, o maior aumento em mais de sete anos. O índice S&P/Case-Shiller aumentou 12,2%, quando comparado com igual período do ano passado.

 

A sessão foi também marcada pela divulgação de resultados de várias cotadas. Entre elas estiveram as farmacêuticas. A Pfizer e a Merck reportaram esta terça-feira os resultados do segundo trimestre do ano, tendo apresentado números melhores do que o previsto.

 

A Pfizer terminou o segundo trimestre com um lucro, excluindo itens extraordinários, de 56 cêntimos por acção, o que ficou acima dos 55 cêntimos estimados pelos analistas consultados pela Bloomberg. As acções da Pfizer subiram 0,44% para 29,67 dólares,

 

Já a Merck registou um resultado excluindo itens extraordinários de 84 cêntimos por acção, o que compara com os 82 cêntimos estimados pelos analistas consultados pela Bloomberg. Apesar dos resultados terem superado as estimativas, as acções perderam 0,60% para 48,05 dólares.




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