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Fed e petróleo penalizam abertura da bolsa nacional

A possibilidade de a Fed subir os juros já em Junho está a penalizar os mercados accionistas europeus. A Galp é a que mais pressiona o PSI-20 devido à queda do petróleo.

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Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 19 de Maio de 2016 às 08:16
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A bolsa nacional abriu em queda, em linha com as restantes praças europeias, que estão a ser pressionadas pelo facto de a Reserva Federal ter sugerido que poderá voltar a subir os juros já em Junho.

O PSI-20 desce 0,28% para 4.840,25 pontos, com nove cotadas em alta, seis em queda e as restantes inalteradas. Nas restantes praças europeias as quedas são mais acentuadas mas inferiores a 1% e nas bolsas asiáticas os índices também fecharam em terreno negativo.


A centrar as atenções dos investidores está o facto de a Fed ter admitido voltar a subir a taxa de juro de referência já na próxima reunião. A revelação foi feita nas minutas do último encontro, com a instituição liderada por Janet Yellen a impor como condição a melhoria dos diversos indicadores económicos. Mas por várias vezes deixa a porta aberta à decisão, salientando que a mudança de linguagem é intencional.


Esta indicação da Fed está também a penalizar o petróleo, que desvaloriza mais de 1% em Londres, com o barril de Brent a negociar nos 48,18 dólares. A descida da matéria-prima está a condicionar as acções da Galp Energia, que desvalorizam 1,21% para 11,85 euros. 

Ainda a pressionar a bolsa portuguesa estão outras cotadas do sector energético, como é o caso da EDP, que desce 0,71% para 2,937 euros e da EDP Renováveis, que desvaloriza 0,11% para 6,62 euros.

As acções dos CTT desvalorizam 0,61% para 8,16 euros e os títulos da Nos caem 0,33% para 6,275 euros, depois de ontem ter reagido em alta ao acordo assinado entre a empresa e a Vodafone para a partilha de conteúdos desportivos.

No sector financeiro a tendência é de ganhos, com o BCP a valorizar 0,31% para 0,0322 euros e o BPI a avançar 0,26% para 1,14 euros. A administração do BPI avaliou as acções do banco em 1,54 euros, um valor 38% acima dos 1,113 euros propostos na OPA do CaixaBank, ainda que tenha considerado a oferta "oportuna". Um passo para uma possível revisão em alta da proposta do banco catalão, admitem os analistas ouvidos pelo Negócios.

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