Bolsa Fortes ganhos da JM levam bolsa a subir pela segunda sessão consecutiva

Fortes ganhos da JM levam bolsa a subir pela segunda sessão consecutiva

O PSI-20 contrariou a tendência negativa dos congéneres europeus, que corrigiram máximos de cinco anos no dia em que a Comissão Europeia reviu em baixa as estimativas de crescimento para a Zona Euro.
Fortes ganhos da JM levam bolsa a subir pela segunda sessão consecutiva
Ana Filipa Rego 05 de novembro de 2013 às 16:54

O principal índice da bolsa nacional apreciou 0,29% para os 6.321,51 pontos com 11 acções em alta e nove em queda. Na Europa, o sentimento foi negativo, com os índices do velho continente a corrigirem de máximos de cinco anos alcançados na sessão de ontem e depois da Comissão Europeia ter revisto em baixa estimativas de crescimento para a Zona Euro para este e próximo anos.

 

Por cá, a Jerónimo Martins voltou a ser o título que mais impulsionou com um ganho de 2,64% para os 14,40 euros. Já ontem a empresa tinha disparado mais de 3%. Neste sector, a Sonae SGPS voltar também destacar-se, desta feita, ao renovar máximos de Maio de 2008 nos 1,11 euros. A “holding” ganhou 0,92% para os 1,10 euros.

 

BPI contraria queda do sector e ganha 1%

 

Na banca, o Banco BPI também contribuiu para a tendência ao avançar 0,88% para os 1,15 euros contrariando as quedas dos congéneres nacionais. O BCP, que chegou a negociar em alta, acabou por cair 0,63% para os 0,1102 euros, apesar de ontem ter anunciado que registou uma redução de prejuízos para 597,3 milhões de euros, nos primeiros nove meses do ano, um número que foi melhor do que o previsto pelos analistas consultados pela Reuters, que apontavam para um prejuízo de 622 milhões de euros. Na sequência da apresentação dos resultados dos primeiros nove meses do ano, os analistas do BPI defenderam mesmo que há margem para a melhoria das previsões para o banco liderado por Nuno Amado.

 

Já o BES perdeu 0,605 para os 0,986 euros.

 

O sector energético também impulsionou, à excepção da EDP Renováveis, que caiu 0,44% para os 4,067 euros. A EDP somou 0,15% para os 2,71 euros, depois de ontem ter tocado máximos de Maio de 2011. Já na sexta-feira, 1 de Novembro, a eléctrica atingiu um máximo do mesmo período, depois de ter reportado os resultados dos primeiros nove meses do ano. A EDP alcançou nos primeiros nove meses deste ano um resultado líquido de 792 milhões de euros, ligeiramente aquém do lucro de 795 milhões verificado em igual período do ano passado, um desempenho que reflectiu um crescimento dos resultados no Brasil e na EDP Renováveis, contrabalançado por uma queda nas operações ibéricas do grupo. Os números superaram as estimativas dos analistas, apesar das casas de investimento destacarem que o relevante, neste momento, é olhar para as alterações regulatórias e para o processo de desalavancagem da empresa.

 

A Galp Energia somou 0,28% para os 12,54 euros.

 

Altri renova máximos e Portucel cai 2% a descontar dividendo

 

A Portugal Telecom fechou com um ganho ligeiro de 0,09% para os 3,347 euros, dpeois de ter chegado a subir mais de 1%. No restante sector das telecomunicações, a Zon Optimus caiu 0,19% para os 5,16 euros e a Sonaecom deslizou 0,77% para os 2,437 euros.

 

As acções da Altri voltaram a destacar-se quer pelas subidas quer pelos máximos. Subiram 2,46% para os 2,503 euros e renovaram máximos de Abril de 2010 nos 2,52 euros. A empresa prolonga assim os ganhos, superiores a 3%, registados na semana passada. A contribuir para este comportamento estão os números dos primeiros nove meses do ano, com a empresa, liderada por Paulo Fernandes, a registar um aumento de 8,7% para 43,1 milhões de euros dos lucros.

 

A Portucel caiu 2,06% para os 2,751 euros, a descontar o dividendo de 12 cêntimos.




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