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Fortes ganhos do BCP e BES levam bolsa a subir mais de 1% (act.)

A bolsa nacional encerrou em alta, sustentada sobretudo pela banca, a acompanhar a tendência do resto da Europa.

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O sector financeiro está também a animar os mercados accionistas do Velho Continente, depois de os bancos suíço UBS e alemão Deutsche Bank terem anunciado lucros acima do previsto.

Por cá, o PSI-20 fechou a ganhar 1,23% para 7.381,56 pontos, com 11 cotadas em alta, 8 em baixa e uma inalterada. Mudaram de mãos 94,5 milhões de acções.

O sector da banca, que valoriza perto de 5% em termos europeus, foi também o que mais animou a negociação da praça lisboeta. E por variadas razões.

Além dos bons resultados do UBS e Deutsche Bank, que vieram juntar-se aos resultados positivos dos testes de stress à banca europeia, estão também informações relativas a uma menor exigência das regras de Basileia, o que animou ainda mais o mercado.

Corre a especulação de que as regras de Basileia em relação ao capital e à liquidez, menos exigentes do que o inicialmente esperado, possam não ter um impacto tão negativo nos resultados do sector.

O Comité de Basileia, que integra os principais reguladores mundiais, chegou ontem a acordo sobre um novo quadro de regulação do sector bancário, com o objectivo de aumentarem a sua resistência a crises. De acordo com a Bloomberg, os reguladores acordaram que certos activos, como interesses minoritários em companhias financeiras, sejam aceites para determinar o capital dos bancos.

Por outro lado, o juro das obrigações portuguesas esteve hoje a recuar mais de 30 pontos base na maturidade a 10 anos, sinalizando uma acalmia na tensão no mercado de dívida pública dos países periféricos da Europa.

Os títulos da banca nacional foram os que mais subiram hoje e estiveram também entre os que mais contribuíram para a boa performance da praça lisboeta.

O BCP foi o título que mais impulsionou o índice de referência nacional. O banco liderado por Carlos Santos Ferreira, que amanhã reporta as suas contas do primeiro semestre, fechou a disparar 4,10% para 68 cêntimos.

As estimativas dos analistas contactados pela agência Reuters apontam para uma subida de 12,5% dos lucros do BCP, para 166 milhões de euros. O BCP anunciou esta manhã que os lucros do seu banco na Polónia aumentaram em seis vezes face ao período homólogo.

O BES escalou 4,02% para 3,649 euros, enquanto o BPI valorizou 2,47% para os 1,701 euros. Ambos os bancos já reportaram nos últimos dias os seus resultados semestrais, com números que superaram as previsões dos analistas.

PT em destaque pela positiva nas telecomunicações



A Portugal Telecom foi outro dos títulos que mais sustentou a bolsa nacional, encerrando a subir 2,44% para 8,30 euros. Hoje, o jornal “Folha de S. Paulo” avançou que Lula da Silva estará a tentar que a Oi e a PT cheguem a acordo para a troca de participações cruzadas e que ponham em prática um plano de expansão da banda larga no Brasil.

Ainda no mesmo sector, a Sonaecom seguiu a mesma tendência, a registar um acréscimo de 0,21% para 1,433 euros. Já a Zon Multimédia cedeu 0,50% para 3,201 euros.

Nota positiva também para a Brisa, que pulou 0,97% para negociar nos 5,083 euros. No fim-de-semana, o “Expresso” noticiou que o grupo José de Mello, maior accionista da concessionária, estaria a estudar o lançamento de uma oferta pública de aquisição (OPA) sobre a totalidade do capital da empresa. Esta notícia foi posteriormente desmentida pelo accionista em questão.

A concessionária tem agendada para a amanhã a apresentação dos seus resultados referentes ao primeiro semestre. Os analistas ouvidos pela Reuters estimam que o lucro líquido da Brisa terá descido 7,9% no primeiro semestre para os 52,4 milhões de euros.



Na energia, a Galp – que teve uma sessão bastante volátil – voltou às perdas, fechando a cair 0,32% para 12,555 euros.

No restante sector, a tendência foi mista. A EDP fechou inalterada face a ontem, a valer 2,505 euros, ao passo que a EDP Renováveis e a REN encerraram em terreno positivo, a ganharem 0,77% e 0,42%, respectivamente.

A REN apresenta hoje os seus resultados, depois do fecho da bolsa, e os analistas consultados pela Reuters estimam uma quebra homóloga de 20% dos seus lucros para os 61 milhões de euros.

Quanto à EDP, os analistas auscultados pela mesma agência projectam uma descida de 31% dos lucros nos promeiros seis meses do ano.



Pasta e papel no vermelho

Os títulos da pasta e papel foram contagiados por uma tónica negativa.



A Portucel depreciou-se 0,60%, para 2,157 euros, no dia em que reporta as suas contas. Os analistas inquiridos pela Reuters antecipam uma subida de 45% nos seus lucros do primeiro semestre para os 68,1 milhões de euros. Além disso, o Goldman Sachs aumentou o preço-alvo da Portucel para 1,90 euros e manteve a recomendação de "vender".

A Semapa, por seu lado, cedeu 0,14% para 7,589 euros. A Altri perdeu 0,97% para 3,991 euros, e a Inapa recuou 0,21% para 48 cêntimos.



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