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Fortes ganhos do grupo Sonae elevam bolsa nacional para a terceira subida consecutiva (act.)

O ganho acentuado do Grupo Sonae elevou a bolsa nacional para a terceira subida consecutiva. O PSI-20 avançou 0,33%, num dia em que a Sonaecom disparou mais de 9% e as praças europeias também viveram um dia de ganhos.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 25 de Maio de 2006 às 16:50
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O ganho acentuado do Grupo Sonae elevou a bolsa nacional para a terceira subida consecutiva. O PSI-20 avançou 0,33%, num dia em que a Sonaecom disparou mais de 9% e as praças europeias também viveram um dia de ganhos.

O principal índice nacional [psi20] subiu para os 9.423,29 pontos, com 10 acções a ganhar, quatro a cair e seis inalteradas, num dia em que o volume negociado em bolsa voltou a superar os 200 milhões de euros.

O grupo Sonae esteve toda a sessão animado devido às últimas notícias relacionadas com a oferta pública de aquisição (OPA) lançada à Portugal Telecom (PT). No final do dia os títulos da Sonaecom [snc] dispararam mais de 9%, tendo encerrado a ganhar 8,96% para os 4,38 euros.

A Sonae SGPS [son] também registou ganhos acentuados, encerrando a ganhar 3,25% para 1,27 euros.

Em comunicado enviado à CMVM, a Sonaecom anunciou que tem vindo a comprar acções da PT em bolsa nos últimos dias, tendo já uma posição superior a 1% no capital da empresa, o que implicou um investimento de 105,9 milhões de euros.

A subida das acções é explicada também pelo facto de o mercado estar a acreditar mais no sucesso da OPA à PT, isto depois de a Sonaecom ter dito ontem que vai avançar em breve com a proposta de remédios à Autoridade da Concorrência (AdC), para que a operação seja aprovada.

Depois da AdC ter anunciado que decidiu avançar para uma investigação aprofundada ao negócio, as acções da Sonaecom apresentaram uma tendência de queda em bolsa, verificando agora uma recuperação.

Já os títulos da PT [ptc] cederam 0,43% para os 9,22 euros, a cair pela quinta sessão consecutiva e afastando-se cada vez mais da contrapartida oferecida pela Sonaecom, que foi de 9,50 euros. As acções da operadora de telecomunicações encerraram a cotar 28 cêntimos abaixo deste valor. A PT Multimédia [ptm], que também está a ser alvo de OPA por parte da empresa liderada por Paulo Azevedo encerrou a sessão estável nos 8,80 euros.

Os intervenientes da outra OPA em curso, encerraram inalterados, com o Banco Comercial Português (BCP) [bcp] a negociar nos 2,29 euros, depois de ter chegado a subir mais de 3%, e o Banco BPI [bpin] nos 5,70 euros.

Ontem o BCP foi o responsável pela subida da bolsa nacional, ao registar uma valorização superior a 4,5%. Os títulos do banco liderado por Paulo Teixeira Pinto estão ainda a reagir às declarações do presidente da Autoridade da Concorrência, Abel Mateus, que afirmou que o nível de concentração na banca portuguesa é superior à média europeia, indiciando que a entidade poderá vir a colocar entraves à OPA do BCP sobre o BPI.

Esta possibilidade está a atrair os investidores, que acreditam que com um hipotético chumbo da AdC, o BCP não avançará para a aquisição do banco liderado por Fernando Ulrich e como tal não necessitará de efectuar um aumento de capital.

Já o Banco Espírito Santo (BES) [besnn] encerrou a recuar 0,09% para 11,03 euros, no dia em que o Banco Sabadell anunciou que chegou a acordo com o grupo belga KBC para a aquisição de 99,74% do capital do Banco Urquijo por 760 milhões de euros, um banco espanhol que também era disputado pelo Banco Espírito Santo (BES).

A Energias de Portugal (EDP) [edp], que vai anunciar os resultados referentes ao primeiro trimestre deste ano após o fecho do mercado, fechou o dia estável nos 2,86 euros.

Ainda de referir a queda das acções da Reditus [red], que cederam hoje 3,65% para os 3,17 euros, tendo mesmo chegado a perder mais de 5%, a reagir à possibilidade de sair do PSI-20 na próxima revisão do índice que vai ocorrer em Junho.

Segundo os cálculos do Jornal de Negócios, a próxima revisão vai levar à saída da Reditus e à consequente entrada da Sonae Indústria [soni], que hoje valorizou 3,58% para os 6,37 euros.

O jornal avança ainda que a Media Capital [mcp] também deverá sair enquanto a Espírito Santo Financial Group (ESFG) [esfa] deverá entrar. As acções da empresa de «media» encerraram estáveis nos 8,0 euros, enquanto a ESFG disparou 5,94% para os 23,20 euros.

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