Bolsa Fortes quedas da banca levam PSI-20 para mínimos de mais de um mês

Fortes quedas da banca levam PSI-20 para mínimos de mais de um mês

A bolsa nacional está em queda pela quinta sessão consecutiva e a negociar no valor mais baixo desde 3 de Março. A banca é o sector que mais pressiona, com o BCP a descer 4% e o BPI a afundar mais de 6%.
Fortes quedas da banca levam PSI-20 para mínimos de mais de um mês
Bruno Simão/Negócios
Rita Faria 06 de abril de 2016 às 14:48

A bolsa nacional, que iniciou a sessão em alta, já inverteu para terreno negativo, com o PSI-20 a descer 0,69% para 4.840,71 pontos, o valor mais baixo desde o dia 3 de Março. Esta é a quinta sessão consecutiva de perdas para o principal índice nacional que segue, nesta altura, com 11 cotadas em queda, cinco em alta e duas inalteradas.

 

Na Europa, os principais índices seguem sem uma tendência definida, dividindo-se entre ganhos e perdas pouco acentuadas. O índice de referência para a Europa, o Stoxx600, sobe 0,1% para 328,49 pontos, depois de ter atingido ontem o valor mais baixo desde 29 de Fevereiro.

 

Na bolsa nacional, o sector financeiro é o que mais pressiona o PSI-20. O BCP desce 4,08% para 3,29 cêntimos enquanto o BPI afunda 6,55% para 1,155 euros. O Montepio, por seu turno, segue inalterado em 58 cêntimos.

 

Este desempenho da banca acontece numa altura em que os juros da dívida pública portuguesa estão a subir em todas as maturidades, estando mesmo no valor mais elevado desde 26 de Fevereiro na maturidade a dez anos.

 

Na energia, a EDP recua 1,04% para 2,952 euros, a EDP Renováveis cai 0,4% para 6,41 euros e a Galp Energia desvaloriza 0,24% para 10,545 euros. A petrolífera contraria, assim, a evolução dos preços da matéria-prima nos mercados internacionais.

 

Nesta altura, o West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, sobe 2,65% para 36,84 euros, enquanto o Brent, transaccionado em Londres, ganha 1,93% para 38,60 euros.

 

No retalho, a Sonae recua 2,68% para 97,9 cêntimos, enquanto a Jerónimo Martins ganha 1,97% para 14,755 euros, o valor mais alto desde Dezembro de 2013.

 

A Corticeira Amorim cai 0,58% para 6,72 euros, depois de o CaixaBI ter subido o preço-alvo para as acções da empresa de 4,65 para 6,00 euros.

 

A Mota-Engil, que anunciou ontem uma quebra de 62% dos lucros, desce 2% para 1,765 euros. 




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