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Fortes quedas do Grupo Sonae e EDP penalizam bolsa (act)

A bolsa nacional fechou a desvalorizar quase 1% penalizada pelas fortes quedas da EDP, que corrigiu ganhos recentes, e do Grupo Sonae, que foi arrastado pelas perspectivas de insucesso da OPA sobre a PT. Pela positiva, destacou-se a Galp, que avançou mais

Ana Filipa Rego arego@negocios.pt 23 de Fevereiro de 2007 às 17:27
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A bolsa nacional fechou a desvalorizar quase 1% penalizada pelas fortes quedas da EDP, que corrigiu ganhos recentes, e do Grupo Sonae, que foi arrastado pelas perspectivas de insucesso da OPA sobre a PT. Pela positiva, destacou-se a Galp, que avançou mais de 3% após a revisão em alta da Morgan Stanley.

O principal índice da bolsa nacional perdeu 0,85% para os 12.067,26 pontos, com 15 acções em queda, três a subir e duas inalteradas, numa sessão em que a liquidez voltou a ser elevada com 584,6 milhões de euros.

Os desenvolvimentos de hoje, que dão conta que quer a Brandes Investment Partners (que detém 7,36% da PT) quer a Paulson & Co.Inc (que controla 2,34%), diminuem a possibilidade do sucesso da OPA da Sonaecom.

A gestora de fundos Brandes anunciou que não vai vender a posição que detém na empresa liderada por Henrique Granadeiro à Sonaecom a 10,50 euros. Paralelamente, a Paulson & Co. Inc. não vai vender acções que detém da Portugal Telecom (PT) na OPA lançada pela Sonaecom, noticiou hoje a Reuters. Até agora, cinco accionistas de referência já disseram que a 10,50 euros não vendem.

Estas notícias penalizaram os títulos do Grupo Sonae, com a "holding" a afundar 6,99% para os 1,73 euros e com a Sonaecom a perder 3,5% para os 6,34 euros, depois de depreciar um máximo de 6,24%.

A Portugal Telecom [ptc] também depreciou 0,29% para os 10,15 euros, mas chegou a perder quase 1% durante a sessão. Aliás, os três "pesos pesados" pressionaram a bolsa nacional. A Energias de Portugal desvalorizou 1,38% para os 4,28 euros corrigindo assim da subida de dimensão semelhante registada ontem.

O Banco Comercial Português [bcp] caiu 0,35% para os 2,88 euros. Uma tendência extensível à restante banca com o Banco Espírito Santo [besnn] e com o Banco BPI [bpin] a caírem 0,20% para os 14,61 euros e 0,31% para os 6,45 euros, respectivamente.

Em forte queda, de 1,58% para os 19,33 euros, fechou ainda a Jerónimo Martins, no dia em que foi noticiada a saída do Banco Privado Português (BPP) do capital da retalhista.

Galp dispara mais de 3% e Portucel atinge máximo histórico

Do lado dos ganhos o destaque vai para a Galp, que quase igualou o máximo histórico (6,95 euros) ao fechar nos 6,92 euros. A petrolífera subiu 3,28% para os 6,92 euros depois da Morgan Stanley aumentar quer a recomendação quer o preço-alvo para as suas acções.

A subir fechou também a Portucel. A empresa ganhou 1,44% para os 2,81 euros depois de tocar novo máximo histórico nos 2,83 euros a beneficiar do facto da Espírito Santo Research (ESR) ter revisto em alta o preço-alvo para as suas acções em 15,79%, mantendo a recomendação de "comprar".

 

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