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Fundo soberano da Noruega exclui quatro empresas por razões ambientais

O fundo soberano da Noruega anunciou que vai deixar de investir em quatro empresas asiáticas, incluindo a Daewoo, no seguimento de recomendações do seu conselho de ética, devido ao impacto ambiental das plantações de óleo de palma.

Bloomberg
Vera Ramalhete veraramalhete@negocios.pt 17 de Agosto de 2015 às 16:35
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O fundo soberano da Noruega, o maior do mundo, vai retirar do seu portefólio de investimentos a Daewoo International e a empresa-mãe Posco, a IJM Corp. Bhd e a Genting Bhd. As quatro empresas asiáticas estão envolvidas na produção de óleo de palma, em plantações cuja actividade pode provocar danos ambientais severos, justificou o conselho de ética do maior fundo soberano do mundo, num relatório publicado esta segunda-feira.

"Há um risco inaceitável de que a Daewoo, e nesse sentido também a sua empresa-mãe Posco, possa ser responsável por danos ambientais severos relacionados com a conversão de florestas tropicais em plantações de óleo de palma na Indonésia", escreveu o conselho de ética do fundo, no relatório. A mesma razão é apontada para retirar o investimento das empresas IJM e Genting, da Malásia.

O fundo soberano, que investe receitas provenientes do petróleo em nome do governo, já excluiu mais de 60 empresas por motivos éticos, incluindo a exploração de minas e de tabaco, armas nucleares, violação de direitos humanos e impactos ambientais, refere a Bloomberg. 

O fundo detinha, no final de 2014, 9 milhões de dólares investidos em acções da Daewoo, 224,4 milhões de dólares na Posco, 46 milhões de dólares na IJM e 40,8 milhões de dólares na Genting. As acções da Daewoo recuaram 2,09% para 21,050 coroas sul coreanas esta segunda-feira.

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