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Galp e BCP com a maior queda mensal desde março deste ano

As duas cotadas portuguesas consumaram a maior perda mensal desde o mês em que a pandemia mais se fez sentir nos mercados em todo o mundo.

Reuters
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 31 de Julho de 2020 às 16:47
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A Galp e o BCP registaram uma queda mensal de cerca de 13% e 7%, respetivamente, o que representa a maior desvalorização desde março deste ano, para ambas as cotadas, num mês marcado pela apresentação de resultados, que foram impactados pela atual pandemia. 

No caso da petrolífera portuguesa, o resultado líquido ajustado (RCA) foi negativo em 52 milhões de euros no segundo trimestre do ano, um valor que compara com lucros de 199 milhões de euros no mesmo período do ano passado e um prejuízo de 59 milhões de euros estimado pelos analistas. 

Já o BCP conseguiu mais do que duplicar os lucros no segundo trimestre, mas registou uma queda homóloga no primeiro semestre do ano para 76 milhões de euros, o que compara com os 169,8 milhões de euros registados no mesmo período do ano passado.


Hoje, a Galp desvalorizou 2,07% em bolsa para os 8,900 euros por ação, mantendo-se em mínimos de maio, enquanto que o BCP conseguiu contrariar a tendência geral e ganhar 0,31% para os 9,82 cêntimos por ação, num dia em que o índice PSI-20 deslizou 0,22% para os 4.295,82 pontos, mesmo que a maioria das empresas tenha terminado a sessão em alta (11), contra seis em queda e uma inalterada.

Em termos mensais, a EDP Renováveis brilhou e valorizou mais de 10%, naquela que foi o maio ganho mensal desde janeiro deste ano. Também a EDP valorizou mais de 3% no mesmo período, num mês marcado pela suspensão de António Mexia e João Manso Neto, os presidentes de ambas as companhias, e do anúncio do aumento de capital.

Na sessão desta sexta-feira, as duas cotadas assumiram posições díspares. Por um lado, a EDP perdeu 0,21% para os 4,285 euros por ação, enquanto que a EDP Renováveis valorizou 0,14% para os 13,88 euros. 

Fora do índice PSI-20 destaca-se a Impresa, com um ganho de 3,50% para os 13,3 centimos por ação, depois de ontem, já depois do fecho, ter divulgado lucros de 178 mil euros, em terreno positivo, ainda que compare com lucros mais expressivos um ano antes de 3,47 milhões de euros. 

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