Bolsa Galp e Jerónimo arrastam PSI-20 para o vermelho. BCP soma mais de 1%

Galp e Jerónimo arrastam PSI-20 para o vermelho. BCP soma mais de 1%

Num dia em que a Europa segue no vermelho, Lisboa não é exceção. O PSI-20 segue com a larga maioria das cotadas a cair, com destaque para a Galp e a Jerónimo Martins. O BCP contraria, na primeira sessão após a apresentação de resultados.
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Ana Batalha Oliveira 22 de fevereiro de 2019 às 08:27
A bolsa nacional abriu em queda, com o principal índice nacional, o PSI-20, a descer 0,24% para os 5.149,03 pontos. São onze as cotadas a cair, três a subir e quatro inalteradas.

Na Europa, o sentimento entre as principais praças é negativo. Os investidores mostram cautela num dia em que o presidente norte-americano, Donald Trump, tem encontro marcado com o responsável do comércio chinês, Liu He. O prazo definido pelos Estados Unidos para o fim das tréguas e consequente imposição de tarifas está agendado para o próximo dia 1 de março. Com o aproximar da data, Trump tem reiterado a abertura para a adiar, a bem de um entendimento. 

Esta sexta-feira também estará em foco o discurso do presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi. De acordo com as atas da última reunião do BCE, divulgadas esta quinta-feira, a instituição prevê que "o crescimento económico da Zona Euro a curto prazo venha a ser mais fraco do que o antecipado previamente" e quer preparar rapidamente mais liquidez a longo prazo. O Conselho de Governadores considerou ainda que é necessário que a análise técnica para preparar novas operações de liquidez se "processe rapidamente".

Em Lisboa, a Galp e a Jerónimo Martins são dois dos "pesos pesados" que mais pesam negativamente na negociação. A petrolífera cede 0,71% para os 14,63 euros e a retalhista desliza 0,62% para os 12,76 euros.

Ainda em destaque no vermelho estão os CTT, que caem 0,56% para os 2,86 euros, reforçando as fortes quebras da sessão anterior, que chegaram aos 8,11%. A operadora de correios nacional desce agora a mínimos de 3 de junho do ano passado, refletindo a quebra dos lucros de 2018 e consequente corte do dividendo.

A travar maiores perdas está o BCP, que soma 1,45% para os 23,75 cêntimos. O banco liderado por Miguel Maya divulgou ontem, após o fecho da bolsa nacional, os resultados de 2018. O BCP 
aumentou os lucros em 61,5% e anunciou que vai pagar dividendos pela primeira vez desde 2010.



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