Bolsa Galp perde quase 3% e pressiona PSI-20

Galp perde quase 3% e pressiona PSI-20

Num dia em que os receios em torno do conflito comercial entre os Estados Unidos e a China voltam a assaltar os investidores, perante renovados sinais negativos, Lisboa alinha no sentimento negativo, com a Galp em destaque no vermelho.
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Ana Batalha Oliveira 08 de fevereiro de 2019 às 16:44

A bolsa nacional terminou a semana no vermelho, com o principal índice, o PSI-20, a ceder 0,88% para os 5.091,06 pontos. Foram onze as cotadas a cair, cinco a subir e duas a ficar inalteradas.

 

O sentimento é negativo tanto por cá, como na generalidade das praças europeias. Os mercados internacionais pintam-se de vermelho depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, ter afirmado que não planeia reunir-se com o homólogo chinês, Xi Jinping, antes de 1 de março, pelo que os investidores temem que as duas maiores economias do mundo não consigam conciliar-se em breve. Caso não seja possível alcançar um acordo comercial até esta data, o presidente dos EUA já ameaçou aumentar as tarifas aplicadas às importações chinesas.

 

Em Lisboa, a cotadas que mais perdeu dentro do PSI-20 foi a Galp. A petrolífera deslizou 2,76% para os 13,39 euros, na última sessão antes da apresentação de resultados, marcada para esta segunda-feira, 11 de janeiro. As estimativas de 20 casas de investimento que acompanham a Galp apontam para um quarto trimestre de desempenho inferior ao de 2017. A média das estimativas aponta para lucros de 127 milhões de euros, que comparam com os 217 milhões conseguidos no mesmo período do ano anterior. Nem a previsão mais otimista ultrapassa os ganhos do ano passado, ficando-se pelos 174 milhões de euros.

O setor da Energia também penalizou o desempenho do PSI-20, com uma quebra de 1,40% da EDP, para os 3,16 euros, a REN a ceder 0,38% para os 2,62 euros e a EDP Renováveis a cair 0,19% para os 7,86 euros. 

A Jerónimo Martins é outro dos "pesos pesados" da bolsa nacional a ficar pelo terreno negativo, com uma quebra de 1,10% para os 13,07 euros. Esta cotada perde num dia de sinais negativos para o setor na Península Ibérica: o grupo espanhol Dia passou de lucros de mais de 100 milhões em 2017 a prejuízos de 352,6 milhões no ano passado, entrando em falência técnica neste período. Para reverter a situação é agora necessário um aumento de capital, uma operação que a empresa prevê que se realize até ao mês de abril. Em Portugal, o grupo Dia registou perdas de mais de 16 milhões de euros de resultados operacionais no ano passado.

O "peso pesado" BCP, um dos títulos mais permeáveis à conjuntura externa, contribui ainda para a pressão do índice nacional com uma desvalorização de 0,78% para os 23,01 cêntimos.

(Notícia atualizada às 16:56)




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