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Galp desvaloriza mais de 5% depois de saída da Eni

Numa sessão sempre a negociar no vermelho, os títulos da petrolífera nacional recuaram acima de 5%, depois de a Eni ter anunciado a saída do capital da Galp. Os analistas consideram que a saída da Eni é um dado "positivo".

1039 – Galp Energia – A petrolífera liderada por Carlos Gomes da Silva surge na posição 1.039 da lista, sendo a segunda maior cotada portuguesa. Perdeu 195 posições face ao “ranking” de 2014.
Bloomberg
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As acções da Galp Energia encerraram a sessão bolsista desta sexta-feira, 20 de Novembro, a ceder 5,09% para 9,553 euros, numa sessão em que a petrolífera transaccionou sempre em terreno negativo, alternando entre perdas mínimas de 2,81% e máximas de 5,38%.

 

O comportamento em bolsa da Galp Energia verificou-se já depois de anúncio de que a italiana Eni alienou as últimas acções que detinha da petrolífera nacional. A empresa transalpina vendeu as acções a 9,81 euros, o que representa um desconto de 2,5% comparativamente com o valor de fecho na sessão da última quinta-feira, numa altura em os investidores desconheciam ainda que a Eni estava a alienar a sua posição na Galp.

 

A Galp interrompeu assim um ciclo consecutivo de quatro sessões seguidas a valorizar, registando mesmo a maior queda diária desde que a 24 de Agosto deste ano afundou perto de 8%.

 

Mas para além de ter registado uma queda bastante acentuada, a cotada liderada por Carlos Gomes da Silva também apresentou grande liquidez ao longo de uma sessão em que trocaram de mãos mais de 5,5 milhões de títulos, valor que compara com uma média diária, nos últimos seis meses, pouco acima das 1,5 milhões de acções.

 

"É positivo para a Galp que a Eni tenha saído finalmente da sua estrutura accionista", realça o analista do Haitong, Filipe Rosa, que considera que o desconto de 2,5% "mostra que houve um forte interesse dos investidores em participarem" na compra destas acções.

 

Já os analistas do BPI consideram que o preço a que as acções da Galp foram vendidas pela Eni representa um "desconto modesto" face ao valor de fecho da sessão anterior. Esta alienação "põe fim ao risco associado à participação do grupo italiano".

 
A potencial venda desta parcela do capital da Galp era apontada pela generalidade dos analistas como um factor de pressão, já que a Eni detinha esta última parcela do capital da petrolífera portuguesa através de obrigações convertíveis em acções cuja maturidade era alcançada precisamente em Novembro, desbloqueando estes títulos, que poderiam assim ser colocados no mercado. E em causa estavam mais de 30 milhões de acções. 

Os analistas lembram que ainda há mais participações que são detidas através de obrigações convertíveis em acções, contudo a primeira a vencer é em Setembro de 2017 e a segunda é da Amorim Energia, cuja maturidade é atingida em 2018. No primeiro caso é uma posição representativa de 7% da Galp e no segundo de 3%.

 

Ambos os accionistas em causa "estão com pouca liquidez", realça o analista do Haitong, que considera que as posições destes dois accionistas terão futuros diferentes. "Enquanto pensamos que é muito provável que a participação da Parpública seja posta no mercado quando as obrigações vencerem, já que o Governo português quer concluir a privatização e sair completamente da estrutura accionista da Galp, no caso da Amorim Energia não esperamos que venda as acções", explica o analista numa breve nota de análise a que o Negócios teve acesso. 

 

Desde o início de 2015, as acções da Galp Energia já valorizaram 13,41% para uma capitalização bolsista que actualmente é já superior a 7,9 milhões de euros. 

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro. 

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