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Galp desliza mais de 4% após saída da Eni que os analistas consideram "positiva"

Os analistas consideram que a saída da Eni do capital da Galp é "positivo", já que coloca um ponto final na incerteza em relação a esta participação. E vão mais longe: o preço a que foi vendido revela que houve bastante interesse na compra destas acções.

Miguel Baltazar/Negócios
Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 20 de Novembro de 2015 às 09:34
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As acções da Galp Energia estão a deslizar 4,13% para 9,649 euros, tendo já chegado a descer mais de 5%, em reacção ao anúncio de venda das restantes acções que a Eni detinha no capital da petrolífera nacional. A italiana vendeu as acções a 9,81 euros, o que representa um desconto de 2,5% face ao preço de fecho de quinta-feira, antes de se saber que a Eni estava a vender a posição.

 

Além de estar a registar uma queda pronunciada, a Galp, liderada por Gomes da Silva (na foto), está também a observar uma liquidez elevada, tendo já trocado de mãos quase 1,6 milhões de títulos em menos de uma hora de negociação, o que compara com os 1,5 milhões negociados em média por dia nos últimos seis meses.

 

"É positivo para a Galp que a Eni tenha saído finalmente da sua estrutura accionista", realça o analista do Haitong, Filipe Rosa, que considera que o desconto de 2,5% "mostra que houve um forte interesse dos investidores em participarem" na compra destas acções.

 

Já os analistas do BPI consideram que o preço a que as acções da Galp foram vendidas pela Eni representa um "desconto modesto" face ao valor de fecho da sessão anterior. Esta alienação "põe fim ao risco associado à participação do grupo italiano".

 
A potencial venda desta parcela do capital da Galp era apontada pela generalidade dos analistas como um factor de pressão, já que a Eni detinha esta última parcela do capital da petrolífera portuguesa através de obrigações convertíveis em acções cuja maturidade era alcançada precisamente em Novembro, desbloqueando estes títulos, que poderiam assim ser colocados no mercado. E em causa estavam mais de 30 milhões de acções. 

Os analistas lembram que ainda há mais participações que são detidas através de obrigações convertíveis em acções, contudo a primeira a vencer é em Setembro de 2017 e a segunda é da Amorim Energia, cuja maturidade é atingida em 2018. No primeiro caso é uma posição representativa de 7% da Galp e no segundo de 3%.

 

Ambos os accionistas em causa "estão com pouca liquidez", realça o analista do Haitong, que considera que as posições destes dois accionistas terão futuros diferentes. "Enquanto pensamos que é muito provável que a participação da Parpública seja posta no mercado quando as obrigações vencerem, já que o Governo português quer concluir a privatização e sair completamente da estrutura accionista da Galp, no caso da Amorim Energia não esperamos que venda as acções", explica o analista numa breve nota de análise a que o Negócios teve acesso. 

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro. 

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