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Galp e BCP dão fôlego à bolsa nacional

Depois de já ter estado no vermelho, o PSI-20 regressou aos ganhos. A Sonae, que hoje apresenta resultados, é a cotada que mais pressiona.

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 24 de Maio de 2011 às 09:31
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A bolsa nacional segue em alta, a acompanhar o resto da Europa, impulsionada sobretudo pela Galp Energia e pelo BCP.

Nas restantes praças do Velho Continente, a tendência é também de subida, com ganhos em torno de 0,50%. A praça grega destaca-se com uma valorização de 3,52% e mesmo a bolsa italiana, que ontem foi penalizada pela ameaça de corte de “rating” da dívida soberana de Itália por parte da agência de notação financeira S&P, negoceia no verde.

A contribuir para o bom desempenho na Europa está a subida das matérias-primas, que estão a corrigir das quedas recentes, impulsionadas pela recomendação de investimento por parte do Goldman Sachs.

Por cá, o PSI-20 segue a ganhar 0,23%, para 7.617,60 pontos, com 13 cotadas em alta e sete em baixa.

A negociação na praça lisboeta está a revelar alguma volatilidade, uma vez que o índice de referência nacional esteve já no vermelho, em contraciclo com as restantes bolsas da Europa Ocidental. A pressionar estava, e está ainda, a Sonae, que apresenta resultados depois do fecho da sessão. A retalhista cai 3,59% para 0,778 euros.

A contribuir para o actual bom desempenho está a Galp Energia. A empresa liderada por Ferreira de Oliveira avança 0,97% para 14,08 euros, num dia de recuperação do preço do petróleo nos mercados internacionais.

Banca mista

A segunda cotada que mais ajuda à performance positiva da bolsa nacional é o BCP. O banco comandado por Carlos Santos Ferreira regista um acréscimo de 1,23% para 0,512 euros. As acções ajustaram hoje para 0,505 euros, uma vez que passam a negociar sem os direitos incorporados.

A acompanhar esta tendência de subida no sector está apenas o Banif, que ganha 1,13% para 0,718 euros, apesar de ontem o CEO do banco ter afastado a possibilidade de ser alvo de uma OPA.

O BES, por seu lado, cai 0,91% para 2,725 euros, enquanto o BPI perde 0,62% para se fixar nos 1,121 euros.

O sector financeiro é, aliás, um dos que mais cai hoje na Europa. Isto num dia em que os juros da dívida pública portuguesa a dois anos continuam a subir, fixando-se nos 11,33%.

A Portugal Telecom, que abriu em alta e era das cotadas que mais sustentada o PSI-20, está agora em queda. A operadora chefiada por Zeinal Bava recua 0,09% para 8,664 euros.

A Jerónimo Martins, por seu turno, valoriza 0,35% para 12,795 euros.

Fora do PSI-20, destaque para a Sonae Capital, que dispara 6,06% para 0,35 euros, bem como para a Impresa que afunda 4,88% para 0,78 euros.

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