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Galp, Jerónimo Martins e Portucel animam praça lisboeta (act.)

PSI-20 regista melhor desempenho da Europa Ocidental.

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 28 de Outubro de 2010 às 16:45
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A bolsa nacional encerrou a subir mais de 1%, animada sobretudo pelos resultados da Galp, Jerónimo Martins e Portucel.

As restantes congéneres do Velho Continente seguem em alta, mas a ganhar menos do que Lisboa, sustentadas pela melhoria da confiança dos consumidores e empresários da Zona Euro.

Por cá, o PSI-20 fechou a ganhar 1,47%, para 8.043,51 pontos, em níveis de Abril passado, com 19 cotadas em alta e uma em baixa, numa sessão em que mudaram de mãos 51,5 milhões de acções.

A praça lisboeta pôs assim para trás a decepção sentida ontem com o impasse das negociações entre o PS e o PSD sobre o OE 2011 e não se deixou fragilizar pelo facto de os juros da dívida soberana se terem fixado nos 6,2% - nível mais elevado desde 13 de Outubro.

As empresas que apresentaram resultados foram as que mais impulsionaram o índice de referência nacional.

Em destaque pela positiva esteve sobretudo a *Jerónimo Martins”, que marcou um novo máximo histórico, nos 10,995 euros, ao disparar 8,01% - isto depois de apresentar contas que agradaram bastante ao mercado. A retalhista encerrou a subir 6,09% para 10,80 euros.

Os analistas do Santander reviram em alta o preço-alvo da dona do Pingo Doce, de 10,32 para 11,5 euros, o que confere à retalhista um potencial de subida de 12,9% face ao fecho da sessão de ontem, quando se fixou nos 10,18 euros.

A Galp Energia também esteve a puxar pelo PSI-20, ao avançar 2,41% para 13,60 euros, depois de anunciar resultados trimestrais acima das expectativas dos analistas. O Banif IB classificou os resultados da petrolífera comandada por Ferreira de Oliveira como “positivos”, já que ficaram acima das suas estimativas, e o BPI Equity Research referiu que estes ficaram “acima do consenso em todas as frentes”.

No mesmo sector, a EDP Renováveis também contribuiu para a tendência. A empresa liderada por Ana Maria Fernandes registou um acréscimo de 0,43% para 4,179 euros. A casa-mãe seguiu a mesma tendência, terminando a apreciar-se 1,35% para 2,71 euros.

A REN, por seu lado, terminou a pular 0,90% para 2,689 euros.

A pasta e o papel também se destacaram entre os bons desempenhos do dia. A Portucel terminou a valorizar 2,50 para 2,38 euros, depois de ter tocado nos 2,42 euros – o valor mais alto desde Maio de 2008. A contribuir para esta boa performance estiveram os resultados da empresa, que os analistas do BPI Equity Research consideraram “fora de série”.

A Semapa, que reporta as suas contas hoje depois do fecho da bolsa, fechou em máximos de Junho de 2008, nos 8,54 euros.

Nas telecomunicações, a Portugal Telecom encerrou com um acréscimo de 0,43% para 10,435 euros. A Zon valorizou 0,39% para 3,879 euros.

A Sonaecom terminou igualmente no verde, a avançar 2,94% para se estabelecer nos 1,575 euros, no dia em que o banco de investimento Millennium ib reviu as suas estimativas para a tecnológica e actualizou a avaliação para o final de 2011, aumentando o preço-alvo em 2,5% para 2,05 euros. A recomendação de "comprar" foi reiterada.

A banca, por seu lado, esteve mista, já que o BCP não conseguiu fechar em alta. O banco liderado por Carlos Santos Ferreira foi o único título do PSI-20 no vermelho, a ceder 0,31% para 64 cêntimos, depois de ontem ter reportado resultados abaixo do esperado.

Em contrapartida, o BES subiu 0,26% para 3,53 euros e o BPI registou uma apreciação de 1,23% para 1,57 euros.

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