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Galp, PTM e Impresa escapam a dia negativo na bolsa

A bolsa portuguesa segue a transaccionar no vermelho, com apenas três dos títulos que compõem o índice PSI-20 em alta, enquanto a EDP e o sector da banca voltam a pressionar o índice. Com a Portucel a descer mais de 5% devido ao destaque do dividendo, o P

Raquel Godinho rgodinho@negocios.pt 13 de Dezembro de 2007 às 11:34
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A bolsa portuguesa segue a transaccionar no vermelho, com apenas três dos títulos que compõem o índice PSI-20 em alta, enquanto a EDP e o sector da banca voltam a pressionar o índice. Com a Portucel a descer mais de 5% devido ao destaque do dividendo, o PSI-20 desce 0,63% num dia em que as bolsas europeias perdem mais de 1%.

O PSI-20 [PSI20] cede 0,63% para os 12.979,89 pontos, enquanto os pares europeus apresentam perdas entre 1,05% e 1,76% depois de ontem os bancos centrais terem anunciado uma acção concertada face à crise de liquidez dos mercados que não recolhe a confiança dos investidores que continuam a recear o impacto da mesma.

A Impresa [ipr] assume-se como a maior subida do índice num dia de pessimismo, ao avançar 2,29% para os 2,23 euros, a reflectir a notícia de que Nuno Santos será o novo director da SIC, enquanto a Galp Energia [galp pl] soma 1,89% para os 15,65 euros, depois de ter fixado um novo máximo histórico nos 15,75 euros.

A petrolífera, que ontem avançou mais de 4,0%, segue animada com o "research" do banco UBS que referiu a perspectiva de novas descobertas petrolíferas no Brasil, mais significativas do que a do Tupi Sul, onde a Galp (com a Petrobrás e a BG Group) realizou uma descoberta petrolífera importante que fez valorizar as acções da empresa recentemente.

A PT Multimédia [ptm] valoriza 1,89% para os 9,69 euros após ontem ter anunciado as metas estratégicas entre 2008 e 2010, que incluem um programa de recompra de acções próprias de até 10% do capital.

A Lisbon Brokers reviu em alta o preço-alvo da PT Multimédia de 14,80 para 15,00 euros, o que representa um potencial de valorização de 55%, reconhecendo que é uma das mais optimistas em relação ao potencial da empresa, mas confia nos resultados de uma gestão "bastante motivada e com grande competência".

A eléctrica nacional [edp] cai 1,52% para os 4,53 euros. Na sessão de hoje, foi conhecido que a Parpública vai avançar com a emissão de obrigações susceptíveis de permuta por acções da empresa, pelo que serão privatizadas acções representativas de 4,144% do capital da eléctrica e as obrigações terão uma maturidade de seta anos, pagando um juro anual entre 2,75% e 3,25%. O preço será fixado hoje, sendo que o preço de conversão terá um prémio entre 45% e 50%.

A banca nacional acompanha o sentimento negativo que chega do exterior. O Millennium bcp [bcp] perde 1,39% para os 2,84 euros, o BPI [BPIN] desce 0,55% para os 5,41 euros e o BES [BESNN] desvaloriza 0,89% para os 15,66 euros.

Joe Berardo tem pronta uma queixa-crime contra administradores do BCP por alegada prática dos crimes de infidelidade aos accionistas e burla. Ao que o Diário Económico apurou, o actual presidente do conselho de administração do banco, Filipe Pinhal, bem como o vice-presidente Christopher de Beck, deverão ser directamente visados nesta queixa-crime

A Brisa [brisa] cai 0,20% para os 10,02 euros apesar de a Lisbon Brokers ter aumentado o preço-alva da Brisa para 11,00 euros por acção na sequência da apresentação dos resultados trimestrais e do Dia do Investidor, considerando que a concessionária de auto-estradas vai beneficiar de uma componente especulativa em 2008.

Também a Portugal Telecom [ptc] contribui para as perdas do índice e desce 0,98% para os 9,11 euros. A Jerónimo Martins [JMAR], a Semapa [sema] e a Altri descem, respectivamente, 1,63% para os 5,42 euros, 1,95% para os 9,57 euros e 1,37% para os 5,74 euros.

A Portucel [ptcl], que negoceia sem direito a dividendo a partir de hoje, desliza 5,16% para os 2,39 euros. A empresa vai pagar um dividendo antecipado de 7 cêntimos a partir de 18 de Dezembro.

Fora do PSI20, a Inapa [ina] segue estável nos 1,06 euros. O BPI iniciou a cobertura das acções da Inapa com um preço-alvo de 1,20 euros e uma recomendação de "manter", frisando que a empresa está a passar por uma "forte reviravolta" mas continua a apresentar um balanço com um perfil de risco elevado.

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