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PSI-20 valoriza mais de 2,5% e encerra com maior subida desde Julho

O principal índice da praça de Lisboa encerrou em alta, recuperando das perdas registadas nas últimas duas sessões. No resto da Europa, o sentimento é também de ganhos, depois BCE ter anunciado que vai iniciar a compra de activos privados.

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Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 17 de Outubro de 2014 às 16:49
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Depois de duas sessões consecutivas de quedas, o PSI-20 voltou ao verde. O principal índice da praça de Lisboa encerrou a somar 2,63% para os 5.046,10 pontos, com 15 empresas em alta, duas em queda e uma inalterada. Esta é a maior subida do PSI-20 desde 17 de Julho. 

 

No resto da Europa, esta sexta-feira, 17 de Outubro, está também a ser de ganhos. O índice grego lidera as valorizações, ao ter encerrado esta sexta-feira a subir mais de 7%. Ainda assim, entre as congéneres, as valorizações são superiores a 1,5%.

 

Os principais índices do Velho Continente estão assim a recuperar das perdas registadas nas últimas sessões. Esta evolução tem lugar depois de Benoit Coeure, do Banco Central Europeu (BCE), ter anunciado que os programas de compra de activos privados (ABS e "covered bonds") vão ter início nos próximos dias.

 

"Qualquer notícia do BCE em termos de programa de compra de activos é muito positiva e impulsionadora para os mercados de capitais, especialmente após a recente venda massiva", disse à Bloomberg o analista do BNP Paribas, Guillaume Duchesne. "Houve no início de Outubro uma reacção muito negativa após Mario Draghi ter dado sinais pouco claros aos mercados e isto pesou nos mercados", apontou.

 

Por cá, o principal índice nacional está a ser animado pelas valorizações da Galp Energia e da Jerónimo Martins. A Galp Energia fechou a somar 4,93% para os 11,29 euros. Esta evolução da petrolífera nacional tem lugar numa altura em que os preços do petróleo nos mercados internacionais estão a subir. Nas últimas sessões o Brent do Mar do Norte, que serve de referência para as importações nacionais, esteve a negociar em mínimos de 2010 e o Crude transaccionado em Nova Iorque estava em mínimos de 2012.

 

Ainda neste sector, a EDP cresceu 2,18% para 3,233 euros e a EDP Renováveis apreciou 0,73% para 4,97 euros. A REN foi a excepção e fechou a cair 0,72% para 2,333 euros.

 

Já a Jerónimo Martins encerrou a somar 4,68% para 8,38 euros. A Sonae somou 2,55% para 96,6 cêntimos por acção.

 

Na banca, o BPI encerrou igualmente com uma valorização superior a 4%. As acções do banco liderado por Fernando Ulrich cresceram 4,21% para 4,41 euros. O BCP soma 3,23% para os 8 cêntimos por acção. Para o Barclays, o BCP encontra-se entre os oito bancos europeus em maior risco de chumbar nos testes de stress do Banco Central Europeu (BCE). O banco britânico aponta as "modestas almofadas financeiras" do banco como uma possível causa para uma reprovação.

 

A travar um crescimento mais acentuado do índice nacional estiveram os títulos da Portugal Telecom. A operadora de telecomunicações encerrou a perder 9,06% para 1,214 euros. A penalizar a evolução da empresa esteve uma nota de "research" do Morgan Stanley, que segundo a Reuters reiniciou cobertura das acções da empresa PT com um preço-alvo de 0,79 euros, que se situa bem abaixo da actual cotação.

 

Ainda neste sector, a Nos avançou 3,84% para 4,433 euros.

 

(Notícia actualizada às 16h59)

 

 

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