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Ganhos da Galp e da Jerónimo Martins levam PSI-20 para alta ligeira

O principal índice da praça de Lisboa segue agora do lado dos ganhos, suportado pela valorização da Galp Energia e da Jerónimo Martins. Entre as restantes congéneres europeias o sentimento é sobretudo de ganhos.

Bloomberg
Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 16 de Janeiro de 2015 às 12:53
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O PSI-20 inverteu para terreno positivo, somando 0,14% para 4.963,69 pontos, com seis empresas em alta, dez em queda e duas inalteradas. No resto da Europa, o sentimento é sobretudo de ganhos ligeiros, com excepção do índice grego, que caí em torno de 3%.

 

Esta evolução tem lugar numa altura em que as empresas ligadas ao sector petrolífero estão a valorizar, ofuscando a decisão do Banco Central da Suíça de deixar de ter como objectivo uma taxa de câmbio mínimo de 1,20 francos suíços por euro. O banco central da Suíça decidiu em 2011 adoptar medidas para impedir uma forte valorização do franco face ao euro, temendo que esta variação cambial representasse uma forte penalização para as exportadoras do país. Agora, perante a tendência negativa do euro e a expectativa de mais quedas devido ao programa de compra de dívida pública que o BCE deverá anunciar na próxima semana, o banco central suíço desistiu desta ligação do franco ao euro.

 

Por cá, é a Galp Energia que impulsiona o sentimento da bolsa de Lisboa. A petrolífera soma 2,23% para 8,618 euros, isto numa altura em que os preços do petróleo estão a subir nos mercados internacionais. O Brent do Mar do Norte, que serve de referência para as importações nacionais, soma 3,36% para 49,89 dólares por barril. E o West Texas Intermediate avança 2,81% para 47,55 dólares por barril.

 

Ainda no segmento da energia, a EDP soma 0,59% para 3,396 euros. Já a EDP Renováveis cede 0,63% para 5,542 euros. A REN soma 0,13% para 2,396 euros.

 

Em destaque pela positiva está ainda a Jerónimo Martins. A retalhista avança 0,90% para 9,016 euros e a Sonae desce 1,44% para 1,094 euros.

 

A travar uma subida mais expressiva da praça nacional está o sector financeiro. O BPI desce 1,47% para 87,2 cêntimos e o BCP recua 1,32% para 6,71 cêntimos.

 

A PT SGPS desce 1,89% para 67,4 cêntimos. Esta quinta-feira, 15 de Janeiro, à noite, a PT SGPS, num comunicado aguardado pelo mercado, na expectativa de mais informações por parte da PT sobre o negócio com a Oi, a empresa garante que caso os accionistas da PT SGPS decidam aprovar a venda da PT Portugal a empresa brasileira não pode ser responsabilizada por isso. Volta a assumir, no entanto, que esta venda é uma alteração dos propósitos anunciados no acordo com a Oi. Uma alteração, acrescenta agora a administração da empresa, "relevante". No entanto, aponta ainda que "caso a venda seja aprovada a mesma não poderá originar qualquer responsabilização da Oi, a título judicial e extrajudicial, por tal facto específico".

 

Por outro lado, na documentação que a PT SGPS fez chegar esta quinta-feira à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a empresa refere que a gestão da PT Portugal "está limitada à gestão corrente o que, obviamente, se traduz numa perda de capacidade de actuação num mercado altamente concorrencial como é o das telecomunicações". Com esta limitação, a Oi poderá diminuir o seu encaixe "na venda contratada, atendendo ao critério de fixação do preço final da venda".


A Nos desce 1,01% para 5,405 euros.

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