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Glintt foi a última a fundir acções em Lisboa

Desde a crise financeira que não acontecem operações de fusão de acções na bolsa nacional. O último caso em que uma cotada portuguesa avançou com um "reverse stock split" foi em 2008, com a Glintt, quando esta converteu dez acções em uma.

Bloomberg
Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt 29 de Março de 2016 às 22:42
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O mercado accionista português tem assistido a vários "stock splits" nos últimos anos, com as empresas a multiplicarem o número de acções dispersas, mas o contrário é muito raro. A última vez que uma cotada nacional fez uma fusão de acções foi no Verão de 2008, na sequência da fusão entre a ParaRede e a Consiste que deu lugar à Glintt.


A empresa avançou com uma renominalização das acções, com cada conjunto de dez acções a ser convertida numa só, com o valor de um euro. O objectivo era abandonar a imagem de empresa de cêntimos da ParaRede e entrar numa nova fase.


Mais recentemente, ainda em 2014, o Banif aprovou um "reverse stock split" para afastar o valor dos títulos de um cêntimo, mas a operação acabaria por não avançar devido às condições de mercado e às fracas perspectivas estratégicas do banco.


Quer nos "stock split", quer nos "reverse stock split", não há alteração do valor fundamental das acções. Trata-se apenas de uma mudança contabilística, em que a empresa reduz ou aumenta o número de títulos dispersos em bolsa. 

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