Bolsa Guerra comercial entre EUA e China pressiona bolsas dos EUA

Guerra comercial entre EUA e China pressiona bolsas dos EUA

A falta de acordo comercial entre os EUA e a China e os sinais que foram dados continuam a fazer tremer os investidores.
Guerra comercial entre EUA e China pressiona bolsas dos EUA
Reuters
Sara Antunes 23 de setembro de 2019 às 14:37

As bolsas dos EUA iniciaram a sessão a cair, com o Dow Jones a descer 0,33% para 26.845,04 pontos, o Nasdaq a ceder 0,14% para 8.104,92 pontos e o S&P500 a recuar 0,3% para 2.983,01 pontos.

 

A contribuir para a queda está, mais uma vez, a frente comercial. Na sexta-feira Donald Trump deixou claro que não haverá um acordo parcial entre os EUA e a China, rejeitando o cenário de um acordo por partes entre as duas potências. "Não quero um acordo parcial. Estou à procura de um acordo integral", declarou o presidente dos EUA, citado pela Bloomberg, numa conferência de imprensa conjunta com o primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, na Casa Branca.

 

Ainda na sexta-feira, uma delegação chinesa, da área agrícola, cancelou uma visita ao Montana, o que aumentou a especulação em torno de algum recuo nas negociações.


E ainda que os dois países tenham já reiterado que as reuniões realizadas têm sido produtivas, os investidores estão a refletir na negociação bolsista o nervosismo em torno desta questão.

 

A contribuir para o pessimismo dos investidores estão ainda dados económicos divulgados na Zona Euro. Foi revelado o PMI, que dá conta do desempenho da indústria e dos serviços, e os dados apontam para uma deterioração, principalmente na Alemanha onde este indicador caiu para um nível abaixo dos 50 pontos (pela primeira vez desde abril de 2013), o que sinaliza uma recessão.

Nos EUA, os investidores estarão hoje atentos à divulgação do PMI da economia americana, mas também ao discurso do presidente da Fed de Nova Iorque, John Williams.

 

Entre as cotadas, a Apple está a subir 0,23% para 218,24 dólares, depois de ter recebido a aprovação de isenção de tarifas em 10 dos 15 pedidos feitos.  

 

Do lado das quedas segue a Boeing, ao perder 0,75% para 376,50 dólares, depois de a Reuters ter noticiado que a Concorrência europeia deverá investigar a oferta de compra da Boeing sobre a brasileira Embraer.




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