Bolsa Haitong: Novo "target" para o BCP após fusão de acções será de 19,30 euros

Haitong: Novo "target" para o BCP após fusão de acções será de 19,30 euros

Os analistas referem que a operação de fusão de acções no BCP pode ser positiva a médio e longo prazo, apesar da reacção inicial negativa das acções. O ajuste aumentará o preço-alvo do Haitong para 19,30 euros.
Haitong: Novo "target" para o BCP após fusão de acções será de 19,30 euros
Bruno Simão/Negócios
Patrícia Abreu 29 de março de 2016 às 09:33

O BCP vai avançar com uma operação de fusão de acções, de modo a aumentar o valor unitário de cada título, que esta terça-feira negoceiam ligeiramente abaixo de quatro cêntimos. Para os analistas, trata-se de uma operação meramente técnica que pode, porém, ser positiva a longo prazo. O Haitong adianta que o seu "target" para o BCP passará a ser de 19,30 euros, devido ao ajuste à operação.


O banco liderado por Nuno Amado vai propor a reconversão de acções, de modo a fundir 193 acções. O objectivo do "reverse stock split" é aumentar o valor unitário dos títulos para um valor superior a oito euros. Tendo em conta a cotação de fecho na última sexta-feira (0,0428 euros), cada novo título passaria a valer 8,26 euros.


O analista do CaixaBI André Rodrigues refere que ainda que seja uma operação neutra "do ponto de vista da posição financeira dos accionistas do banco", "existem alguns riscos negativos para o preço da acção no curto prazo". No entanto, trata-se "de uma decisão potencialmente positiva no médio e longo prazo, dado que o actual valor unitário das acções do tende a transmitir uma percepção negativa sobre o mesmo".


Já o Haitong realça que a fusão de acções é um ajuste apenas técnico e "não afecta a nossa avaliação fundamental do banco". Tendo em conta a mudança no número de acções, os analistas Carlos Cobo e Juan Carlos Calvo adiantam que o preço-alvo para os títulos do BCP passaria de 0,10 euros para 19,30 euros.


Além da fusão de acções o BCP pretende ainda introduzir mudanças nas regras do banco, de modo a suprimir o direito de preferência dos accionistas na subscrição futura de aumentos de capital, o CaixaBI realça que a entidade liderada por Nuno Amado "procura ter maior flexibilidade futura na gestão da sua posição de capital".


"Esta medida tenderá a potenciar a entrada de novos accionistas no capital do banco", remata a unidade de investimento da CGD.


As acções do BCP seguem a negociar com uma desvalorização acentuada. Afundam 8,18% para 0,039 euros. 

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.




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