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Procuram-se especialistas em "short-selling" para trabalhar em Harvard

O fundo da fundação da universidade de Harvard está mais cauteloso para os mercados accionistas e quer flexibilizar a sua estratégia de investimento para aumentar os seus retornos do investimento.

Bloomberg
Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt 23 de Setembro de 2015 às 19:30
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O fundo da Universidade de Harvard está a contratar especialistas na negociação de mercados accionistas. Mas, a reputada universidade está focada numa característica particular: responsáveis com experiência em antecipar movimentos de queda nas bolsas.

Depois de ter registado uma quebra dos retornos no final de Junho, a fundação da universidade de Harvard, que gere 38 mil milhões de dólares, está focada em mudar de estratégia, num momento em que receia que o optimismo nos mercados financeiros esteja a esfumar-se.

"Estamos a agir com cautela em várias áreas do portefólio", adiantou o responsável pela gestão de activos de Harvard, Stephen Blyth, no relatório anual da fundação, citado pela CNBC. Blyth assume que o fundo da universidade está a ser mais cauteloso em relação à assunção de retornos, dadas as actuais avaliações.

E é precisamente por causa deste posicionamento mais moderado que o fundo está a estudar as várias possibilidades de investimento no mercado, inclusive a aposta na queda, para aumentar a rentabilidade. "Renovámos o foco em identificar gestores de acções com experiência de investimento demonstrada nas apostas curtas e longas do mercado", detalha o responsável pelo investimento da fundação da universidade americana.

Depois de um arranque de ano forte, os mercados accionistas mundiais anularam os ganhos acentuados registados até Abril – período em que vários índices bateram máximos históricos – com os investidores à espera de uma subida de juros nos EUA e perante as incertezas em torno da economia global, devido à China.

Com a volatilidade a marcar a negociação nas bolsas mundiais, o responsável pelo investimento da universidade de Harvard – que juntamente com outras fundações, como Yale, têm sido pioneiras na gestão de activos – procura aproveitar a indefinição para ganhar com a aposta na queda (short-selling).

Esta mudança estratégica surge depois da quebra de rendibilidade apresentada pelo fundo no ano terminado a 30 de Junho, período em que apresentou um retorno de 5,8%, um desempenho que compara com um ganho de 15,4% um ano antes.

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