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Bolsa brasileira em máximos de 7 meses no dia em que Lula tomou posse

No dia em que o ex-presidente Lula da Silva tomou posse como ministro da Casa Civil, a bolsa brasileira iniciou a sessão em alta e a negociar no valor mais elevado desde 5 de Agosto de 2015.

Reuters
David Santiago dsantiago@negocios.pt 17 de Março de 2016 às 14:44
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Praticamente à mesma hora em que Lula da Silva, ex-presidente do Brasil, tomava posse como o novo ministro da Casa Civil da presidência da também "petista" Dilma Roussef, abria a principal praça bolsista brasileira, Ibovespa, a negociar em forte alta e num máximo de 5 de Agosto de 2015.

 

Nesta quinta-feira, 17 de Março, a praça de São Paulo segue agora a somar 3,76% para 49.560,25 pontos, num dia em que já apreciou praticamente 6%, naquela que é a segunda sessão seguida a transaccionar em terreno positivo depois de ontem ter avançado 1,34%.

 

Esta performance da bolsa brasileira acontece não apenas em paralelo à tomada de posse de Lula, mas também numa altura em que protestos contra o PT de Lula e Dilma se multiplicam um pouco por todas as principais cidades brasileiras, com os manifestantes a pediram o afastamento da actual presidente brasileira. Protestos que se fizeram inclusivamente sentir na sala onde decorria a cerimónia, obrigando Dilma a interromper as palavras de circunstância.

 

Esta forte subida da Ibovespa contrasta com as quedas registadas nos últimos meses, tendo a 20 de Janeiro afundado mesmo para o valor mais baixo desde Março de 2009. Este foi o dia em que Lula da Silva rejeitou as acusações de corrupção e de desvio de verbas públicas que pendem sobre boa parte das figuras de topo do PT.

 

Nesse dia, durante um encontro com "blogueiros" organizado pelo Instituto Lula, o ex-presidente brasileiro garantia que "não tem uma viva alma mais honesta do que eu".

 

A cerimónia da tomada de posse que terminou há poucos minutos em Brasília, capital brasileira, permitirá agora a Lula adquirir foro privilegiado, ficando agora protegido de uma eventual detenção e imune a julgamento em tribunais intermédios. Lula só terá de responder perante o Supremo Tribunal Federal, a última instância brasileira, que é composto por 11 membros, sendo que oito dos quais, entre eles o presidente Ricardo Lewandowski, foram nomeados pelos Governos presididos por Lula, primeiro, e Dilma.

 

Quando já se afigurava como certa a posse de Lula da Silva como ministro da Casa Civil de Dilma, esta quarta-feira o Ministério Público divulgou escutas feitas aos telefones utilizados pelas principais figuras do PT, em que a actual presidente brasileira parecia estar a colocar à disposição de Lula este cargo no Governo como forma de o proteger das investigações judiciárias em curso no âmbito da operação Lava Jato, conduzida pelo juíz Sergio Moro.

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