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Impasse na aprovação do plano deprime praças europeias

As principais praças europeias seguiam a negociar em terreno negativo a reagir negativamente ao impasse na aprovação do plano para o sistema financeiro norte-americano e também às notícias de que o Washington Mutual se tornou a maior falência de um banco na história dos Estados Unidos.

Raquel Godinho rgodinho@negocios.pt 26 de Setembro de 2008 às 10:12
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As principais praças europeias seguiam a negociar em terreno negativo a reagir negativamente ao impasse na aprovação do plano para o sistema financeiro norte-americano e também às notícias de que o Washington Mutual se tornou a maior falência de um banco na história dos Estados Unidos.

Depois de um acordo de princípios, anunciado ao final do dia de ontem, um grupo de republicanos do Congresso veio afirmar que não vai aprovar o plano no valor de 700 mil milhões de dólares apresentado no final da semana passada pelo secretário do Tesouro, Henry Paulson para estabilizar o sistema bancário. O atraso nesta aprovação acentuou os receios dos investidores.

“Há muita hesitação no plano (...) este impasse está a criar mais preocupações”, afirmou Pierre-Yves Gauthier, parceiro fundador da Alphavalue, citado pela agência Bloomberg.

Também a pesar no sentimento dos investidores europeus estão as notícias em torno do banco norte-americano Washington Mutual. Depois de ver as suas acções afundarem em bolsa e de a notação financeira ter sido revista para o nível mais baixa, o banco que não encontrou comprador foi fechado pelos reguladores.

O sector da banca era o mais penalizado com estes novos episódios da crise financeira. O índice Dow Jones Stoxx para a banca perdia 1,45%. Neste sector destacavam-se o Fortis, o Unicrédit que perdia 2,79% para os 3,3275 euros, o Santander e o Deutsche Bank que desvalorizava 1,67% para os 55,065 euros.

Entre os principais índices europeus, o AEX liderava os ganhos ao apreciar 1,91% para os 362,29 pontos, pressionado pela forte queda do Fortis que desvalorizava 10,38% para os 5,87 euros, a reagir aos receios de que os clientes estejam a sair do banco para outras instituições.

O IBEX recuava 0,94% para os 11.331,50 pontos, numa altura em que nenhum título negociava em terreno positivo. O Banco Santander e a Telefónica eram os principais responsáveis por este comportamento. O banco depreciava 1,28% para os 10,77 euros enquanto a Telefónica descia 0,87% para os 17,04 euros.

O Footsie recuava 1,29% para os 5.130,20 pontos, penalizados pelas descidas da BP e do Royal Bank of Scotland que perdiam, respectivamente, 1,51% para os 490,50 pence e 3,40% para os 213 pence.

Em Paris, o CAC desvalorizava 1,02% para os 4.183,87 pontos, com a Total a recuar 1,27% para os 43,875 euros e o BNP Paribas a ceder 0,74% para os 66,71 euros.

O DAX depreciava 1,39% para os 6.087,03 pontos, numa altura em que a Volkswagen descia 2,55% para os 246,54 euros e a Siemens desvalorizava 2,19% para os 66,86 euros.

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