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Incerteza sobre eventual revisão do preço da OPA penaliza BCP e BPI

A bolsa nacional segue a negociar em queda, acompanhando as restantes praças europeias, penalizada pelos títulos do BCP e do BPI que estão a ser condicionados pelas expectativas dos investidores quanto a uma eventual revisão do preço da OPA. O PSI-20 recu

Paulo Moutinho 13 de Março de 2007 às 12:19
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A bolsa nacional negoceia em queda, acompanhando as restantes praças europeias, penalizada pelos títulos do BCP e do BPI que estão a ser condicionados pelas expectativas dos investidores quanto a uma eventual revisão do preço da OPA. O PSI-20 recua 0,29%, numa sessão em que o BES impede maiores perdas.

O índice de referência do mercado nacional [psi20] segue a desvalorizar para 11.647,22 pontos, com onze das vinte cotadas a recuar, sete a subir e dois títulos inalterados. Com esta descida, a praça portuguesa acompanha o movimento negativo das congéneres europeias.

No mercado nacional, o sector da banca está em destaque tanto pela negativa, como pela positiva. O BCP [bcp] e o BPI [bpin] seguem a desvalorizar, enquanto o Banco Espírito Santo [besnn] soma 0,9% para 14,53 euros e evita maiores perdas do índice principal.

O Banco BPI chegou a ganhar 1,79% durante a negociação de hoje, para tocar no valor mais elevado de sempre, nos 6,82 euros. No entanto, inverteu essa tendência positiva, seguindo agora a recuar 0,6% para 6,66 euros, tal como o BCP que perde 1,82% para 2,69 euros.

As movimentações dos títulos de ambos os banco são justificadas pelos operadora com a incerteza acerca de uma revisão do valor da contrapartida da OPA do BCP sobre o banco liderado por Fernando Ulrich.

"A expectativa de um aumento do preço da OPA fez subir o BPI", afirmou um operador contactado pelo Jornal de Negócios, acrescentando que a incerteza quanto a essa revisão da contrapartida está agora a penalizar o papel.

Segundo fonte oficial do Millennium bcp, contactada pela Reuters, os 5,70 euros por acção oferecidos na OPA sobre o BPI já incorporam um prémio substancial é um preço razoável para todos os accionistas deste, um sinal de que não haverá revisão.

No entanto, o "Diário de Notícias" avança que o BCP admite internamente que a subida daquela contrapartida venha a acontecer, mas só depois da operação de aquisição chegar ao mercado.

Para o operador contactado pelo Jornal de Negócios, o aumento da oferta implica um maior esforço financeiro do banco, que irá recorrer a um aumento de capital para financiar a oferta. Esse esforço adicional está a ser contabilizado no mercado, penalizando os títulos do banco liderado por Paulo Teixeira Pinto.

PT penaliza bolsa e Sonae sobe com bons resultados da Modelo Continente

Entre as restantes cotadas do mercado nacional, e a contribuir para a desvalorização do índice principal está ainda a Portugal Telecom [ptc], com uma quebra de 0,3% para 9,92 euros.

Além da operadora, a Mota-Engil [egl] recua 2,09% para 5,63 euros, ainda a reagir aos resultados apresentados ontem, enquanto a Semapa [sema] cede 1,36% e a Portucel [ptcl] recua 1,52% para cotar nos 2,60 euros.

Em "terreno" negativo está também a Galp [galp pl], que deprecia 0,14% para os 7,34 euros. Já a EDP [edp] negoceia estável nos 4,09 euros.

A contrariar as perdas segue a Sonae SGPS [son] que avança 1,27% para 1,59 euros, a beneficiar dos resultados apresentados ontem pela Modelo Continente, valores aplaudidos pelos analistas.

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