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Incertezas na Europa e menor actividade industrial na China pressionam Wall Street

As principais praças norte-americanas abriram em baixa, penalizadas pela redução da actividade industrial na China e depois de Volker Kauder, líder da bancada parlamentar da CDU, o partido de Angela Merkel, vir defender a "insolvência ordeira" de alguns Estados europeus devido ao receio de que a crise da dívida soberana se dissemine.

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 04 de Maio de 2010 às 14:33
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As principais praças norte-americanas abriram em baixa, penalizadas pela redução da actividade industrial na China e depois de Volker Kauder, líder da bancada parlamentar da CDU, o partido de Angela Merkel, vir defender a “insolvência ordeira” de alguns Estados europeus devido ao receio de que a crise da dívida soberana se dissemine.

A crise na Grécia, longe de estar solucionada, continua a perturbar os mercados, gerando um clima de incerteza que tem pressionado as bolsas. A possibilidade de os fundos a atribuir à Grécia serem insuficientes e de o pacote de resgate não ser aprovado nalguns parlamentos dos países membros da Zona Euro, bem como a discussão do pacote de austeridade em Atenas, são factores que estão a contribuir para o pessimismo.

O índice industrial Dow Jones segue a perder 0,36%, fixando-se nos 11.112 pontos. O S&P 500 cede 0,40% para se estabelecer nos 1.197,50 pontos.

Por seu lado, o índice tecnológico Nasdaq desvaloriza 1,34% para 2.472,55 pontos.

A Alcoa lidera as quedas dos metais industriais, num dia em que esta matéria-prima está generalizadamente em baixa.

A fabricante de livros electrónicos infantis LeapFrog Enterprises afunda 15%, depois de reportar perdas superiores ao esperado para o primeiro trimestre.

“Ainda há um grande risco de podermos assistir a um fenómeno de contágio. Não se pode descartar a possibilidade de um outro país precisar de ser resgatado pela União Europeia e pelo FMI”, comentou à Bloomberg um estratega da Capital Spreads, Angus Campbell.

Volker Kauder apelou hoje à possibilidade de uma “insolvência ordeira” de alguns Estados europeus como “consequência” da crise grega. A Comissão Europeia deveria analisar melhor as finanças dos Estados-membros, de modo a evitar o tipo de aumento do défice orçamental a que se assistiu na Grécia, defendeu Kauder numa conferência de imprensa hoje em Berlim, citado pela Bloomberg.

Na semana passada, Volker insistiu que qualquer ajuda à Grécia teria de proteger o euro, segundo o “The Guardian”.

Hoje, Joseph Stiglitz, Nobel da Economia, disse que a crise grega penalizou o futuro do euro e as suas declarações estão a contribuir para os receios dos mercados. “A crise grega pode sugerir o fim do euro”, afirmou Stiglitz.

Veja também:
As cotações dos principais índices

A evolução das acções do Dow Jones e Nasdaq 100

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