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Inflação está a assustar Wall Street. Dow chegou a cair mais de 600 pontos

As bolsas norte-americanas encerraram em baixa, com os investidores cada vez mais preocupados com as subidas das matérias-primas, a escassez de produtos e de empregos e a perspetiva de mais inflação.

Reuters
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 11 de Maio de 2021 às 21:14
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O Dow Jones fechou a ceder 1,36% (473,66 pontos), para se fixar nos 34.269,16 pontos, tendo durante a sessão chegado a cair mais de 600 pontos. Isto depois de ontem ter atingido um máximo histórico na negociação intradiária, nos 35.091,56 pontos.

 

O Dow tem sido o índice norte-americano que melhor tem aguentado os receios de subida da inflação, mas hoje acusou cansaço e acabou por ser o que mais perdeu.

 

Já o Standard & Poor’s 500 cedeu 0,87%, para 4.152,10 pontos, depois de na passada sexta-feira ter atingido um máximo de sempre nos 4.238,04 pontos.

 

Por seu lado, o tecnológico Nasdaq Composite desvalorizou 0,09% para 13.389,43 pontos, depois de ontem ter tido a pior sessão desde 18 de março ao afundar 2,55%.

 

O índice tecnológico tem sido fortemente pressionado pelas perdas na generalidade das ações de maior crescimento, tendo hoje sido o que conseguiu ter mais fôlego – tendo chegado mesmo a negociar ligeiramente no verde.

 

Os preços estão a subir em inúmeros segmentos, numa altura em que as matérias-primas [como os metais, à conta da sua maior procura decorrente da melhoria económica], os custos de envio e outras categorias relacionadas estão a ficar mais caros.

 

"Embora estejamos a sair de uma época de recordes na apresentação de contas trimestrais, a continuada escassez observada na cadeia de fornecimento e nos empregos está a contribuir para potenciais pressões inflacionistas", comentou à CNN o principal estratega de mercado da LPL Financial, Ryan Detrick.

 

Embora os problemas com a escassez de produtos e com as cadeias de abastecimento estejam previstos há meses, estes receios estão agora a pesar mais no mercado acionista.

 

As subidas de preços afetam indicadores mais amplos da inflação, o que, por sua vez, poderá fazer com que a Reserva Federal norte-americana altere a sua política monetária mais cedo do que o esperado – se bem que a Fed venha a dizer reiteradamente nos últimos tempos que os juros diretores em mínimos históricos são para manter durante mais algum tempo.

 

O presidente da Fed, Jerome Powell, tem reafirmado que para o banco central mudar a sua política teria de haver simultaneamente uma melhoria no mercado laboral e uma subida da inflação no médio prazo – a subida temporária, no curto prazo, é algo que não assusta a Reserva Federal.

 

 

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