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Wall Street no vermelho com investidores a avaliarem subida de juros e dados económicos

As bolsas do outro lado do Atlântico voltaram a encerrar em terreno negativo, com os investidores a preferirem ser cautelosos enquanto analisam os dados económicos e a possibilidade de a Fed subir juros já em Dezembro.

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 05 de Novembro de 2015 às 21:49
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Os principais índices bolsistas norte-americanos continuaram em baixa, nesta sessão de quinta-feira, ainda a digerirem com prudência o facto de a presidente da Fed, Janet Yellen, ter voltado a dizer que continua a haver uma forte possibilidade de a subida dos juros ter início no próximo mês.

 

Além disso, aguardam mais dados macroeconómicos, já que deles depende também a decisão da Reserva Federal.

 

O Dow Jones fechou a ceder 0,02% para 17.863,43 pontos e o Standard & Poor’s 500 recuou 0,1% para 2.100,13 pontos.

 

O índice tecnológico Nasdaq Composite, por seu lado, desvalorizou 0,29%, para 5.127,73 pontos.

 
Apesar das descidas, estas continuam a ser pouco acentuadas, pelo que as bolsas norte-americanas se mantêm perto dos máximos de três meses atingidos no início da semana.

 

O bom desempenho do sector da banca acabou por compensar as quedas no sector farmacêutico, se bem que não tenha sido suficiente para inverter a tendência baixista com que Wall Street encerrou.

Na sessão de quarta-feira as bolsas norte-americanas já tinham sido penalizadas pelas declarações de Janet Yellen, já que a presidente da Reserva Federal reforçou a expectativa de uma subida de juros nos Estados Unidos em Dezembro.

Também o presidente da Reserva Federal de Nova Iorque, William Dudley, admitiu na quarta-feira, 4 de Novembro, que a política monetária pode ser ajustada no próximo mês. E o vice-presidente da autoridade monetária, Stanley Fischer, deu indicações no mesmo sentido.

 

Os comentários de Yellen, Dudley e Fischer, que são considerados os três mais influentes membros do banco central norte-americano, reforçaram a ideia de que os juros poderão subir ainda este ano. Segundo a Bloomberg, os investidores aumentaram para quase 60% a probabilidade de uma alteração em Dezembro, face aos 33% há um mês. 

O Facebook, destacou-se pela positiva, com uma valorização de 4,64% para 108,76 dólares numa sessão em que atingiu um novo máximo histórico, depois da rede social ter anunciado resultados que agradaram aos investidores.

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