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Investimento em Moçambique e nos Estados Unidos levam BESI a baixar preço-alvo da Portucel

Apesar de o BESI antever que só em 2017 se façam sentir os efeitos dos investimentos da Portucel em Moçambique e nos Estados Unidos, acredita que em 2015 as perspectivas de lucros da papeleira serão melhores. Ainda assim, baixou ligeiramente o preço-alvo de 3,80 euros para 3,70 euros.

A Navigator foi das últimas cotadas a revelar quanto vai pagar aos accionistas. No total será 0,34868 euros, pagos através da remuneração regular e da distribuição de reservas, uma prática já habitual na empresa liderada por Diogo da Silveira.
Miguel Baltazar/Negócios
David Santiago dsantiago@negocios.pt 17 de Dezembro de 2014 às 13:35
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A Portucel deverá continuar a gerar meios libertos apesar do previsível aumento das despesas de capital inerente aos novos investimentos em Moçambique e nos Estados Unidos, refere a unidade de "research" do BESI num estudo sobre a cotada, emitido esta quarta-feira.

 

O BESI reiterou a recomendação de "comprar" relativamente às acções da Portucel e baixou ligeiramente o preço-alvo da empresa de 3,80 euros para 3,70 euros, depois de actualizar o modelo de avaliação da cotada, para incorporar estes investimentos. Tendo em conta a cotação actual de 2,89 euros, o preço-alvo confere às acções da Portucel um potencial de valorização de 28,03%.

 

A unidade em Moçambique e a fábrica de "pellets" nos Estados Unidos deverão começar a gerar dividendos somente em 2017, antevê a instituição liderada por José Maria Ricciardi, que, no entanto, garante ser ainda muito cedo para antecipar o impacto da estratégia da Portucel. Todavia, apesar de os custos de capital crescerem dos 20 milhões de euros para mais de 100 milhões, o BESI continua na expectativa de que a Portucel gere um "cash flow" de 178 milhões de euros em 2015.

 

Para o próximo ano, o BESI acredita que a Portucel conseguirá elevar os lucros beneficiando dos melhores preços no mercado do papel e da pasta de papel. Nesse sentido, a antiga casa de investimento do BES, e posteriormente do Novo Banco, prevê um crescimento do EBITDA (lucros antes de juros, lucros, depreciações e amortizações) de 8% em 2015 e de 3% em 2016. O BESI acredita que a Portucel continuará bem posicionada no mercado internacional, permanecendo um dos produtores europeus com menores custos de produção, beneficiando ainda da posse de fábricas mais recentes.

 

O BESI faz ainda referência a um almoço, que teve lugar esta terça-feira, no qual Diogo da Silveira, o novo CEO da Portucel, explicou aos analistas os recentes investimentos da Portucel. Segundo Diogo da Silveira, a empresa está disponível para, nos próximos anos, elevar ainda mais as despesas com custos de capital e aumentar os níveis de investimento em mais de 100 milhões de euros, desde que tal não coloque em causa a política de distribuição de dividendos da Portucel.

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