Bolsa Jerónimo Martins e BCP arrastam PSI-20 para o vermelho

Jerónimo Martins e BCP arrastam PSI-20 para o vermelho

A Jerónimo Martins lidera as perdas da bolsa nacional, alinhando-se no vermelho com o também pesado BCP. O PSI-20 segue assim em queda, à semelhança da Europa.
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Ana Batalha Oliveira 29 de julho de 2019 às 08:15

A bolsa nacional abriu em queda, com o principal índice, o PSI-20, a descer 0,36% para os 5.122,86 pontos. São dez as cotadas no vermelho, seis a subir e apenas duas inalteradas. 

Lá fora, os investidores mostram-se igualmente cautelosos perante o recomeço das negociações comerciais entre os Estados Unidos e a China. Esta terça-feira responsáveis de ambos os países reúnem-se para dois dias de conversações. Paralelamente, espera-se também o discurso do presidente da Fed, Jerome Powell, numa altura em que o mercado espera ver a confirmação de que vão existir cortes nos juros.

Por cá, o "peso pesado" Jerónimo Martins é a cotada que mais perde. Segue a desvalorizar 2,32% para os 14,52 euros, num dia em que o Deutsche Bank cortou a recomendação da cotada de "comprar" para "manter". Na quinta-feira passada, 25 de julho, a dona do Pingo Doce anunciou uma inversão nos resultados, que estavam em quebra nos primeiros meses do ano. Subiu 0,7% no acumular do semestre para os 181 milhões de euros, comparativamente ao período homólogo do ano anterior. 

O banco BCP também desliza no dia da apresentação de resultados dos primeiros seis meses do ano: cai 0,64% para os 25 cêntimos. Os analistas do CaixaBank BPI antecipam que a entidade liderada por Miguel Maya tenha fechado o período com lucros de 169 milhões de euros, mais 12% do que no mesmo período de 2018.

Em segundo no pódio das perdas está  a Sonae Capital, na primeira sessão depois de a cotada ter apresentado uma redução do seu prejuízo semestral para 2,9 milhões de euros (contra 11,51 milhões de perdas no mesmo período de 2018) e o volume de negócios aumentou 3,5%, ascendendo a 95,78 milhões de euros, a beneficiar da subida de mais de 50% no segmento de ativos imobiliários.

A Galp, que se confessou aos investidores antes da abertura dos mercados, segue também em terreno negativo, com uma quebra de 0,11% para os 14,06 euros. A Galp lucrou 223 milhões de euros no primeiro semestre de 2019, isto é, 52% menos da quantia obtida entre janeiro e junho do ano passado, afetada sobretudo pela quebra na atividade de refinação. 

(Notícia atualizada às 08:28) 




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