Bolsa Jerónimo Martins "brilha" em bolsa com fim de incerteza na Polónia

Jerónimo Martins "brilha" em bolsa com fim de incerteza na Polónia

As acções da retalhista portuguesa estão a disparar quase 4%, impulsionadas pelo fim da incerteza na Polónia. O modelo escolhido para a taxa permitirá passar o custo para os clientes, pelo que não deverá prejudicar a Jerónimo Martins.
Jerónimo Martins "brilha" em bolsa com fim de incerteza na Polónia
André Tanque Jesus Paulo Moutinho 26 de janeiro de 2016 às 09:14

A Jerónimo Martins está a negociar em forte alta. Um desempenho que está a travar maiores quedas da bolsa de Lisboa, com a retalhista nacional a beneficiar da definição do imposto sobre o sector na Polónia que, dizem os analistas, "podia ter sido muito pior". A decisão veio pôr um ponto final na incerteza que pairava sobre a cotada.

As acções da cotada liderada por Pedro Soares dos Santos estão a valorizar 3,59% para 12,12 euros. Um desempenho que se destaca no PSI-20, numa manhã em que a grande maioria das cotadas nacionais está a negociar em queda. A impulsionar os títulos da retalhista que detém os supermercados Pingo Doce está a decisão do Governo polaco acerca do imposto sobre o retalho no país.

O Executivo vai impor uma taxa de 0,7% sobre as vendas entre 1,5 milhões de zlotys (335,6 mil de euros) e 300 milhões de zlotys (67,1 milhões de euros) por mês, e de 1,3% sobre as que ultrapassem os 300 milhões de zlotys. Será ainda adoptada uma taxa de 1,9% para as vendas feitas aos sábados, domingos e feriados.

"A discriminação entre as grandes retalhistas parece-nos limitada", refere o Haitong, notando que "podia ter sido muito pior". "A Biedronka deverá ser capaz de passar a maioria da nova taxa para os seus clientes sem pôr em jogo a sua posição competitiva, com os seus fornecedores a ser uma almofada adicional", diz a nota de investimento obtida pelo Negócios.

Já o CaixaBI aponta que os maiores operadores do mercado "terão a capacidade de passar uma parte muito significativa desse eventual aumento de custos para o consumidor final, minimizando assim o seu impacto na conta de resultados". Além disso, acrescenta o banco de investimento, "a diferença favorável de preços para as empresas de retalho moderno/organizado (estando a Biedronka no topo desse grupo) tenderá a evitar quaisquer impactos significativos em termos de transferência de vendas".




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