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Jerónimo Martins e Galp Energia ganham mais de 1% e animam bolsa nacional

A Jerónimo Martins regressou aos ganhos após sete sessões em queda e foi a cotada que mais impulsionou o índice português. A bolsa nacional registou uma ligeira valorização semanal, numa semana em que o Banif caiu 76%.

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Ana Luísa Marques anamarques@negocios.pt 02 de Agosto de 2013 às 16:56
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O principal índice da bolsa nacional avançou 0,19% para os 5.776,94 pontos, com seis cotadas em alta, 11 em queda e três inalteradas. O PSI-20 registou um ganho semanal de apenas 0,27% devido às fortes quedas da Jerónimo Martins e do Banif: 7,60% e 76%, respectivamente.

 

A retalhista negociou em terreno negativo durante sete sessões mas esta sexta-feira regressou aos ganhos e foi a cotada que mais impulsionou o PSI-20. A cotada subiu um máximo de 2,30% para os 14,89 euros e fechou a ganhar 1,48% para os 14,77 euros.

 

A negociação do grupo foi penalizada pelos resultados semestrais divulgados na passada quarta-feira, em particular pelos números referente à Polónia, que foram considerados decepcionantes pelo mercado.

 

Os analistas do BESI baixaram as previsões de resultados da empresa para os próximos três anos em cerca de 7% e reviram em baixa o preço-alvo de 18,7 euros para 17 euros, mantendo a recomendação de “comprar”. 

 

Já o Banif fechou em terreno negativo pela terceira sessão consecutiva, tendo desvalorizado 70% na quarta-feira e mais de 7% na quinta e sexta-feira. Os títulos estiveram a ajustar ao aumento de capital de 100 milhões de euros realizado pelo banco e que deu origem à emissão de 10 mil milhões de novas acções. Os títulos começaram a negociar esta quarta-feira, tendo sido alienados a 1 cêntimo por acção.

 

Ainda no sector bancário, o BCP ganhou 1,05% para os 9,6 cêntimos, enquanto BES e BPI fecharam em terreno negativo. O banco liderado por Ricardo Salgado perdeu 1,85% para os 74,1 cêntimos e a instituição presidida por Fernando Ulrich recuou 1% para os 99,4 cêntimos. 

 

No sector eléctrico, a EDP chegou a negociar no valor mais elevado dos últimos dois anos, ao tocar nos 2,693 euros, após ganhos em 12 das últimas 14 sessões. 

 

Não têm sido divulgadas notícias que possam justificar este desempenho pelo que se está apenas a ver um momento positivo sem grandes razões, conforme disse ao Negócios um analista do sector, que pediu para não ser identificado por política da casa de investimento.

 

As acções da eléctrica acabaram por inverter para terreno negativo perto do final da sessão, tendo fechado a cair 0,26% e a negociar nos 2,661 euros. Ainda no sector da energia, a EDP Renováveis perdeu 0,15% para os 3,879 euros e a Galp ganhou 1,14% para os 12,44 euros.

 

Fora do PSI-20, destaque para a Soares da Costa que chegou a valorizar mais de 9% e negociou mais de 745 mil acções (a construtora negociou em média de 224.856 por dia nos últimos seis meses). As acções beneficiaram da adjudicação de obras nos Estados Unidos e em Moçambique no valor de 70 milhões de euros mas fecharam inalteradas nos 21 cêntimos.

 

O Grupo Soares da Costa revelou esta quinta-feira, em comunicado enviado à CMVM após o fecho do mercado, que foram adjudicadas a empresas nas quais detém participações, obras nos dois países. Nos Estados Unidos ganhou um concurso, através da empresa Prince, para um projecto, na Flórida, de concepção-construção que consiste na construção de várias milhas de estrada, onde se inclui a construção de duas pontes novas e que consubstancia um valor total de obra de cerca de 53,8 milhões de euros.

 

Em Moçambique a construção de 50 habitações no Songo, província de Tete, foi também adjudicada ao grupo português, através da Hidroeléctrica de Cahora Bassa, numa obra cujo valor deverá atingir os 15,8 milhões de euros.


(Notícia actualizada às 17h05)

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