Bolsa PSI-20 sobe 0,7% na primeira sessão de ganhos em oito

PSI-20 sobe 0,7% na primeira sessão de ganhos em oito

O principal índice da bolsa de Lisboa encerrou em terreno positivo pela primeira vez em oito sessões. Os títulos da Jerónimo Martins e do BCP estão em destaque pela positiva. Entre as restantes congéneres europeias não se verifica uma tendência definida.
PSI-20 sobe 0,7% na primeira sessão de ganhos em oito
Miguel Baltazar/Negócios
Ana Laranjeiro 16 de novembro de 2015 às 16:47

A bolsa de Lisboa encerrou em alta pela primeira vez em alta em oito sessões. O PSI-20 fechou a subir 0,73% para 5.204,90 pontos, com 11 empresas em alta e sete em queda. Entre as restantes praças europeias, não se verifica uma tendência definida. Lisboa lidera as valorizações, seguido do principal índice britânico, o Footsie, que avança 0,31%. O principal índice holandês está também em terreno positivo, subindo 0,16%. O índice de referência, o Stoxx 600, avança 0,19%. 

Por outro lado, a praça grega lidera as quedas no Velho Continente, recuando 0,83%. O germânico DAX desce 0,17% e o francês CAC 40 cede 0,08%. 

 

Este comportamento das praças europeias tem lugar depois de na última sexta-feira, 13 de Novembro, a França ter sido alvo de um ataque terrorista, que matou mais de 120 pessoas. Os analistas consideram que estes ataques terão um impacto negativo no curto prazo nos mercados. Mas, os exemplos nos EUA, Madrid e Londres mostram que o impacto não será duradouro, dizem os bancos de investimento.

Para Pedro Ricardo Santos, gestor da XTB Portugal, em declarações enviadas às redacções, defende que se verificou uma "aversão ao risco, causada pelos ataques terroristas do final da semana passada". "Devido a incertezas provocadas pelos eventos catastróficos de Paris, os investidores largaram activos de risco para se concentrarem em obrigações, divisa americana e metais preciosos", acrescentou.

Por cá, destaque pela positiva para os títulos da Jerónimo Martins e do BCP. A empresa liderada por Pedro Soares dos Santos encerrou a sessão a subir 2,25% para 12,935 euros. Ainda no sector do retalho, a Sonae somou 1,93% para 1,057 euros.

No sector financeiro, o BCP terminou a sessão a valorizar 1,89% para 4,84 cêntimos depois de o Banco de Portugal ter garantido que não antevê a necessidade de os bancos fazerem uma contribuição extraordinária para financiar a resolução do BES, que deu origem ao Novo Banco.

"Não é previsível que o Fundo de Resolução venha a propor a criação de uma contribuição especial para financiamento da medida de resolução aplicada ao BES. A eventual cobrança de uma contribuição especial afigura-se, desta forma, remota", salientou o Banco de Portugal após ser conhecido o resultado dos testes de stress ao banco liderado por Stock da Cunha. 

 

Ainda na banca, o BPI recuou 0,96% para 1,03 euros e o Banif desceu 4% para 0,24 cêntimos.


O sector energético está também em destaque. A Galp Energia soma 0,80% para 9,326 euros, apesar dos preços do petróleo estarem a cair nos mercados internacionais. O Brent do Mar do Norte, que serve de referência para as importações europeias, desce 2,88% para 43,19 dólares por barril.

A EDP fechou a sessão a subir 0,06% para 3,164 euros. E a EDP Renováveis desvalorizou 0,73% para 6,119 euros. A REN fechou a cair 1,01% para 2,538 euros.

A Pharol subiu 0,26% para 38,2 cêntimos. Já a Nos cedeu 0,15% para 7,14 euros.


Na construção, a Mota-Engil somou 1,62% para 2,068 euros. Porém, a Teixeira Duarte recuou 1,80% para 38,2 cêntimos.


A Impresa fechou a cair 1,79% para 55 cêntimos. No entanto, durante esta sessão a cotação tocou nos 53 cêntimos, o valor mais baixo desde Abril de 2013.


(Notícia actualizada às 16:58 com mais cotações)




pub

Marketing Automation certified by E-GOI