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JPMorgan: Fed só vai começar a reduzir estímulos a partir de 2023

A responsável para Portugal e Espanha da JPMorgan AM acredita que vai demorar um ano entre o anúncio da redução de estímulos e a sua materialização.

Jerome Powell, presidente da Fed, divulga esta quarta-feira as conclusões da        reunião de política monetária.
Shawn Thew/Reuters
Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt 20 de Abril de 2021 às 12:10
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A política monetária dos principais bancos centrais mundiais vai manter-se acomodatícia nos próximos anos. A JPMorgan Asset Management acredita que a Reserva Federal dos Estados Unidos poderá sinalizar, algures no final deste ano, a redução dos estímulos, algo que apenas deverá acontecer em 2023.

 

Os estímulos monetários e fiscais, a par da vacinação, vão continuar a ser o grande motor dos ganhos nos mercados acionistas ao longo do ano. Esta é a convicção da gestora de ativos do JPMorgan, que acredita que entre o anúncio de uma redução dos estímulos e a materialização dessa retirada deverá decorrer mais de um ano

 

"No final do ano, a Fed provavelmente vai anunciar a intenção de reduzir programa de estímulos, a partir de 2022", antecipa Elena Domecq, numa apresentação a jornalistas que decorreu esta manhã e onde a responsável por Portugal e Espanha da JPMorgan AM traçou as suas perspetivas para os próximos meses nos mercados.

 

Segundo a especialista, após este anúncio, o "processo de reduzir o ‘quantitive easing’ vai demorar mais de um ano", sendo que o banco espera que a "primeira subida de juros ocorra na segunda metade de 2023".

 

Jerome Powell, presidente da Fed, tem reiterado de forma consistente a manutenção dos estímulos monetários no país, numa tentativa de afastar receios que têm surgido no mercado em torno de uma retirada precoce destas ajudas à economia, devido a eventuais pressões inflacionistas.

 

O JPMorgan está confiante que a inflação vai manter-se controlada no longo prazo, admitindo alguns picos de subida nos Estados Unidos, fruto da recuperação da economia, que está mais avançada no país, devido aos biliões dos programas Biden e à vacinação mais célere.

 
Quanto à Europa, o ritmo de retoma está mais atrasado, tal como a vacinação contra a covid-19, contudo, a gestora acredita que 2021 vai ser um ano de crescimento, apoiado em programas como o programa Next Generation da União Europeia e nos apoios monetários do Banco Central Europeu.

Crescimento vai suportar ações

Perante este cenário, onde espera que a economia mundial cresça em torno de 5% durante o ano – o pico será alcançado no segundo trimestre – e a vacinação continue a avançar, permitindo avançar com o desconfinamento da economia, o JPMorgan mantém uma visão otimista para os mercados acionistas.

 

"Os mercados acionistas vão ter um bom desempenho. Preferimos ações de pequenas capitalizações nos Estados Unidos, Europa e Japão, em detrimento dos mercados emergentes", explicou Elena Domecq.

 

Já em relação às obrigações, a especialista identifica espaço para taxas de juro ligeiramente mais elevadas, "mas pelas boas razões", um movimento que vai favorecer determinados setores de empresas, nomeadamente o setor financeiro.

 

Com as avaliações a negociarem "elevadas em termos históricos", a responsável para a Ibéria da JPMorgan AM recomenda uma análise setor a setor e adianta que o desempenho será determinado pela evolução dos resultados, a qual se espera que seja positiva.

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