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Lisboa atenua ganhos com fortes quedas da Brisa e Cimpor

A bolsa portuguesa atenuou a tendência positiva que marcou a parte inicial da sessão, período em que o PSI-20 chegou a ganhar mais de 1%. O índice seguia a valorizar 0,2%, num dia de subida acentuadas na Europa. A impulsionar continuam as acções do sector energético e financeiro, evoluções que contrastam com as fortes queda das acções da Brisa e da Cimpor.

Paulo Moutinho 30 de Julho de 2008 às 13:37
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A bolsa portuguesa atenuou a tendência positiva que marcou a parte inicial da sessão, período em que o PSI-20 chegou a ganhar mais de 1%. O índice seguia a valorizar 0,2%, num dia de subida acentuadas na Europa. A impulsionar continuam as acções do sector energético e financeiro, evoluções que contrastam com as fortes quedas das acções da Brisa e da Cimpor.

O índice principal seguia a cotar nos 8.424,11 pontos, com doze das vinte cotadas a valorizar, sete títulos em “terreno negativo” e apenas uma empresa inalterada, o BCP, que estava a ser negociado nos 1,16 euros, depois de ter sido um dos grandes “motores” dos ganhos iniciais da sessão.

Os restantes títulos do sector valorizam, com o BPI a somar 4,03% e o BES em alta de 0,75%, depois de ter apresentado lucros que não surpreenderam os analistas. O banco liderado por Ricardo Salgado cumpriu os primeiros seis meses com lucros de 264,1 milhões de euros, uma quebra de 28% face ao período homólogo.

A acompanhar a valorização da banca está o sector energético. A Galp avançava 0,55% para 10,99 euros, já a EDP, que apresenta hoje os resultados, somava 1,47% e a EDP Renováveis seguia a cotar nos 6,54 euros, a subir 2,19%, após números semestrais que superaram as previsões dos analistas. A REN está em contra-ciclo. Caía 2,08% para 2,83 euros, depois da apresentação dos resultados.

Ainda nas subidas, nota para a Jerónimo Martins que avançava quase 3% para 5,17 euros. Em duas sessões avança mais de 6%, com os analistas e investidores a perspectivarem bons resultados semestrais da distribuidora, que deverão ser influenciados positivamente pelas operações na Polónia.

A contrariar a tendência e a atenuar os ganhos do PSI-20 estão, essencialmente, duas cotadas. A Brisa afunda 4,64% para 6,57 euros, depois de ter revelado uma quebra superior a 40% nos lucros semestrais, o que levou já algumas casas de investimento a anunciar a revisão das estimativas para a concessionária. A Cimpor está a cair 3,15% para 4,155 euros.

A Sonae SGPS segue também com uma queda de 4,17% para 0,69 euros, que não é, no entanto, acompanhada pelos restantes títulos da família Azevedo. A Sonae Indústria avançava 1,11% e a Sonaecom estava a ser negociada nos 2,03 euros, a valorizar, exactamente, 1%.

Nas telecomunicações, a Zon perdia 0,65% para 6,12 euros, apesar do aumento de 1,2% dos resultados líquidos do trimestre. A Portugal Telecom seguia com uma descida ligeira de 0,07%, a cotar nos 6,81 euros.

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