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Marc Faber: "Há uma bolha colossal no crédito na China"

Marc Faber mantém-se cauteloso para a China, realçando que os sinais de abrandamento no país eram evidentes há dois anos.

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Marc Faber: We Have Colossal Credit Bubble in China
Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt 06 de Janeiro de 2016 às 12:43
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Conhecido pelas suas previsões mais pessimistas, Mar Faber mantém-se muito cauteloso para a China e alerta para a existência de uma "bolha colossal no crédito". Para o investidor há, de um modo geral, uma descorrelação entre os preços dos activos e a economia real.


"Já tivemos uma travagem brusca no mercado accionista e nas matérias-primas. E podemos também ter uma travagem brusca na economia", adiantou Marc Faber, em entrevista à Bloomberg. Para o conhecido investidor, estamos perante "uma bolha colossal no crédito na China".


Questionado sobre a crise que o país enfrenta, Faber destaca que já era evidente nos últimos dois anos que a economia está a abrandar, acrescentando que se mantém muito cauteloso para o investimento no país.


Marc Faber realça ainda que as autoridades chinesas podem deixar a moeda desvalorizar, tal como aconteceu esta manhã, depois do banco central ter baixado a sua taxa de referência para o yuan. No entanto, é "questionável se vai ou não ajudar a economia".


A China tem implementado várias medidas para tentar estancar as quedas nas bolsas chinesas, depois do índice CSI 300 ter afundado 7% na primeira sessão do ano. Para Faber, além da desvalorização cambial, as autoridades podem "imprimir dinheiro, comprar activos" para tentar manipular o mercado, não sendo certo para já "quando vai haver um colapso no mercado ou uma implosão no crédito".


Activos inflacionados


Mas não é só para a China que Faber está pessimista. O investidor considera que todas as classes de activos estão inflacionados devido à política monetária, acrescentando que a Reserva Federal dos EUA deveria ter subido juros em 2010/2011.


"Há uma descorrelação entre a economia real no mundo e os preços dos activos em todo o lado", argumenta Faber, que considera que "em termos gerais, os preços dos activos estão altos e a actividade económica real está muito pobre".


E é por isto que o conhecido investidor antecipa uma correcção generalizada nos activos, preferindo apostar em investimentos que têm sido mais penalizados nos próximos 10 anos, como os mercados emergentes, o ouro ou acções de empresas exploradoras da matéria-prima.

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