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Martifer soma 4% em bolsa no dia em que fica oficialmente com Estaleiros de Viana

O contrato de subconcessão Estado e Martifer já foi assinado. As acções da empresa dos irmãos Martins já valorizaram perto de 9% num dia em que se regista um volume de troca de títulos que mais do que triplica a média.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 10 de Janeiro de 2014 às 14:05
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A Martifer está esta sexta-feira a registar uma forte subida na Bolsa de Lisboa. Uma sexta-feira que fica marcada pela assinatura do contrato de subconcessão dos terrenos e infra-estruturas dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo à empresa dos irmãos Martins.

 

As acções da companhia estão a valorizar-se 3,85% para negociarem nos 0,81 euros, o que avalia a nova dona dos terrenos dos Estaleiros de Viana em 81 milhões de euros. Para este valor contribuiu a evolução desde o arranque do ano, que se situa próxima de 20%.

 

Durante a sessão de hoje, a Martifer já esteve a subir perto de 9%, quando cada título foi trocado a 0,85 euros.

 

O volume de títulos negociados é, neste 10 de Janeiro, superior à média dos últimos seis meses. Já foram transaccionados mais de 350.000 mil papéis da Martifer quando, em média, trocaram de mãos 108.600 acções da empresa.

 

No Forte de São Julião da Barra, em Oeiras, teve lugar a cerimónia que marca o fim da empresa pública Estaleiros Navais de Viana do Castelo e a subconcessão dos seus terrenos e infra-estruturas à West Sea, empresa criada pela Martifer precisamente para este fim, que já têm planos para a operação.

 

O contrato prevê o pagamento anual de uma renda de 415.000 euros até Março de 2031. O Negócios noticia esta sexta-feira que as operações da West Sea deverão começar até ao final do semestre, altura em que Carlos Martins, que preside à empresa, espera que já exista “paz social”. Neste processo, foram despedidas 609 pessoas, esperando-se que, ao longo do presente ano, sejam recrutados pela nova empresa cerca de 400 colaboradores.

 

Segundo afirmou, esta semana, o ministro da Defesa, José Aguiar-Branco, com esta subconcessão “renascem os Estaleiros Navais de Viana do Castelo, que estavam sem actividade, e surge uma nova oportunidade para se manter a construção e a reparação naval em Viana do Castelo”.

 

A Martifer é uma empresa da área de construções, alumínios e energia solar com a I’M como principal accionista, com uma participação de 42,64%. A Mota-Engil é a segunda maior accionista com 37,50%. Juntas, e no seio de um acordo parassocial, ambas têm uma posição de 80% na empresa nacional. O restante capital, 19,86%, encontra-se disperso em bolsa.

 

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