Bolsa Máximo histórico da Apple impulsiona Wall Street

Máximo histórico da Apple impulsiona Wall Street

Contrariando a tendência das últimas sessões, hoje foram mais as cotadas que anunciaram resultados desfavoráveis. Mas a subida da Apple garantiu um fecho em alta nos índices.
Máximo histórico da Apple impulsiona Wall Street
Reuters
Nuno Carregueiro Rita Faria 23 de outubro de 2019 às 21:18

As bolsas norte-americanas fecharam em terreno positivo, impulsionadas pela maior empresa cotada em Wall Street, que beneficiou com uma nota de research favorável.

 

A valorização da Apple foi suficiente para anular as quedas das ações de várias empresas que apresentaram resultados, com destaque para a Texas Instruments.

 

O Dow Jones valorizou 0,17% para 26.833,95 pontos e o S&P500 somou 0,27% para 3.004,16 pontos. O tecnológico Nasdaq subiu 0,19% para 8.119,79 pontos.

 

A Apple atingiu um novo máximo histórico e reforçou a capitalização bolsista acima de 1 bilião de dólares depois do Morgan Stanley ter aumentado o preço-alvo das ações, confiando que o lançamento da Apple TV+ vai aumentar a fatia dos serviços nas receitas, que continuam muito dependentes da venda de iPhones. As ações ganharam 1,34% para 243,18 dólares.

 

Em sentido contrário, a Texas Instruments afundou 7,48% para 118,95 dólares, após ter cortado as estimativas para as receitas no quarto trimestre, contagiando negativamente todo o setor das fabricantes de chips. O Philadelphia Semiconductor Index caiu mais de 2%.

A Nike afundou 3,43% para 92,32 dólares depois da empresa de calçado desportivo ter anunciado que o histórico CEO Mark parker vai abandonar a companhia no próximo ano.

 

Também a Caterpillar cortou as estimativas de lucros, com base na projeção de que a procura da China será menor do que o esperado. Ainda assim, os títulos avançaram 1,2% para 135,34 dólares.

 

Aquém das expectativas ficaram também os números da Boeing, que revelou esta quarta-feira uma quebra de mais de 50% dos lucros no terceiro trimestre deste ano. No entanto, a fabricante de aeronaves avançou que espera um regresso ao serviço dos seus 737 Max nos últimos três meses do ano, o que contribuiu para a subida das ações (1,04% para 340,5 dólares).

 

Apesar de, até ao momento, a maioria das empresas do S&P500 que já apresentaram as suas contas terem superado as projeções, os analistas esperam a primeira contração dos lucros desde 2016.

 

Esta quarta-feira nem todas as cotadas apresentaram resultados negativos. Anthem, Boston Scientific e Thermo Fisher anunciaram resultados acima do esperado.




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