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Media e BCP impulsionam bolsa (act)

A bolsa nacional conseguiu contrariar a queda das praças europeias, impulsionada pelas empresas de media e pelo Banco Comercial Português. Numa sessão que voltou a ser «morna» e em que a liquidez superou os 100 milhões de euros, o PSI-20 apreciou 0,06%.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 15 de Junho de 2005 às 17:03
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A bolsa nacional conseguiu contrariar a queda das praças europeias, impulsionada pelas empresas de media e pelo Banco Comercial Português. Numa sessão que voltou a ser «morna» e em que a liquidez superou os 100 milhões de euros, o PSI-20 apreciou 0,06%.

O PSI-20 [PSI20] terminou a sessão nos 7.498,87 pontos, com oito títulos a subir, 10 em queda e dois inalterados. A sessão voltou a ser de pouco interesse, com o índice nacional a evoluir sempre muito perto do fecho de ontem e contrariando a tendência das praças europeias, que registavam perdas no final do dia, devido a nova escalada nos preços do petróleo. Nos mercados internacionais a atenção dos investidores esteve centrada na divulgação de dados económicos nos Estados Unidos, do resultado da reunião da OPEP e dos «stocks» de crude.

Pela primeira vez na semana a liquidez superou os 100 milhões de euros, mas devido a uma passagem de 10 milhões de títulos da Energias de Portugal. De resto, o interesse dos investidores foi diminuto, destacando-se apenas nova subida nas companhias de media, devido aos bons números das receitas publicitárias na televisão, e os ganhos da banca, em linha com o sector na Europa, devido aos vários movimentos de consolidação que estão a ocorrer.

O Banco Comercial Português [bcp] apreciou 0,96% para os 2,10 euros e o Banco BPI avançou 0,65% para os 3,11 euros, com os analistas a citarem a perspectiva de mais fusões e aquisições na banca europeia.

A Media Capital [mcp] e a Impresa [IPR] avançaram ambas mais de 1%, depois da Marktest ter divulgado que a publicidade televisiva aumentou cerca de 27% entre Janeiro e Maio, tendo o canal televisivo SIC ganho quota de mercado, ultrapassando a TVI, em comparação com o período homólogo. Já a Cofina, que não está presente do segmento de TV, cedeu 1,01%, depois de dois dias a subir mais de 3%.

A Energias de Portugal [edp] também corrigiu os ganhos da última sessão, com uma queda de 0,95% para os 2,08 euros.

A Portugal Telecom [ptc] terminou a sessão inalterada nos 8 euros e continua a apresentar uma forte resistência em superar esta barreira, pois são cada vez mais os analistas que estão a rever em baixa a avaliação da operadora nacional. Hoje, foi o Deutsche Bank que reviu em baixa de 12% o preço-alvo para a PT, considerando que o papel só estará em níveis atractivos perto dos 7 euros. O analista Guy Peddy sugere uma estratégia de remuneração mais agressiva e insiste na alienação da Vivo à Telefónica Móviles. Em 10 sessões, oito bancos reviram em baixa a avaliação da operadora.

No grupo Sonae a tendência foi mista, com a SGPS [son] a subir 0,87% para os 1,16 euros, enquanto a Sonaecom [snc] avançou 0,29% para os 3,46 euros, continuando perto da barreira dos 3,50 euros, desde que anunciou a entrada da France Télécom no seu capital.

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