Bolsa Mercado não antecipava oferta da UnitedHealth à Rio Forte para comprar a ES Saúde

Mercado não antecipava oferta da UnitedHealth à Rio Forte para comprar a ES Saúde

As acções da Espírito Santo Saúde encerraram hoje nos 4,761 euros. Um preço inferior aos 4,82 euros que a Fidelidade paga na OPA que termina na sexta-feira. E longe dos 5 euros que a UnitedHealth quer oferecer à Rio Forte.
Mercado não antecipava oferta da UnitedHealth à Rio Forte para comprar a ES Saúde
Miguel Baltazar/Negócios
Diogo Cavaleiro 07 de outubro de 2014 às 20:32

O valor a que as acções da Espírito Santo Saúde encerraram esta terça-feira, 7 de Outubro, na Bolsa de Lisboa mostra que não se antecipavam novas movimentações em torno da oferta pública de aquisição (OPA) da Fidelidade. Como a que foi noticiada pelo Negócios de que a UnitedHealth fez uma proposta directa à Rio Forte para ficar com a participação na empresa liderada por Isabel Vaz.

 

As acções da ES Saúde terminaram o dia nos 4,761 euros, 1,2% abaixo do preço da contrapartida paga pela seguradora controlada pelos chineses da Fosun na OPA que termina na sexta-feira, 10 de Outubro, de 4,82 euros.

 

No caso da Espírito Santo Saúde, as acções anteciparam sempre aquilo que viria a acontecer, negociando sempre acima daquilo que estava a ser prometido pelas várias oferentes (primeiro a Ángeles, depois a José de Mello Saúde e, por fim, a seguradora).

 

Contudo, desde a sexta-feira passada, último dia em que podia ser apresentada uma oferta concorrente à da Fidelidade, os títulos da ES Saúde têm deslizado mais de 1% em cada sessão. A queda de hoje foi de 1,29%. As acções chegaram a subir até aos 4,97 euros na semana passada com a expectativa de a UnitedHealth pudesse avançar com uma OPA. O que não aconteceu. Mas em mercado regulamento.

 

Porque a questão parece agora jogar-se fora de bolsa, com a dona da brasileira Amil a fazer propostas directas à Rio Forte a um preço superior ao da Fidelidade. A oferta, noticiada pelo Negócios, foi de cinco euros. E as acções em bolsa não anteciparam esta movimentação dos norte-americanos.

 

De qualquer forma, mesmo que a OPA da Fidelidade saia prejudicada por este negócio directo entre a UnitedHealth e a Rio Forte (que detém indirectamente 51% da ESS), terá de haver uma OPA, porque terá sido ultrapassado o limite de 50% dos direitos de voto na empresa, o que obriga, segundo o código de valores mobiliários, ao lançamento de uma OPA. Uma oferta que terá de ser ao mesmo valor a que foi concretizado o negócio anterior – ou seja, uma OPA a 5 euros.




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